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Em data comemorativa, profissionais de rádio discutem modelos de negócios

Encontro entre Fernando Morgado, Luciano Klockner, Luciano Potter e Paulo Gilvane marcou aniversário da RadioFam nesta terça-feira
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Auditório da Famecos, na PUC | Divulgação/Coletiva.net

Na noite desta terça-feira, 28, os jornalistas Fernando Morgado, Luciano Potter e Paulo Gilvane se reuniram para discutir os modelos de negócios de rádio antigos e atuais, bem como o comportamento dos comunicadores no meio. Sob mediação do professor Luciano Klöckner, a conversa entre os profissionais aconteceu no auditório da Famecos e contou com a participação de, aproximadamente, 60 pessoas – entre elas, estudantes e professores da PUC e da Ufrgs. A iniciativa marcou o aniversário de 20 anos da emissora universitária RadioFam.

Morgado deu início à palestra fazendo um breve panorama histórico do rádio, a partir do qual explicou que o objetivo do surgimento do meio era educativo. Ao longo das décadas, quando a plataforma deixou de ser amadora para se tornar profissional, os empresários passaram a dar mais atenção e espaço para o veículo em seus negócios. Conforme ele, hoje, os jornalistas, para atuarem com este formato, precisam ser convergentes da mesma forma que os meios em relação ao ambiente digital. “O movimento não é inédito. O rádio sempre teve essa vocação de proximidade entre as plataformas. Isso pela sua boa e saudável simplicidade, pois ele é um meio eterno e forte, que resiste e avança pelo tempo.” Ainda, sugeriu aos presentes que estejam abertos às novas possibilidades de trabalho, ouçam e estudem áudio critica e atentamente.

Potter afirmou que sua primeira oportunidade de estar em frente a um microfone de rádio foi dentro da faculdade. O ex-integrante da RadioFam comentou que, antigamente, bastava fazer parte da emissora universitária para se tornar um profissional do meio. Hoje, este se faz nas disciplinas de Fotografia e TV, por exemplo. “O novo profissional tem que vir com mais bagagem. Acredito que as redes sociais sejam um espaço de ensinamentos nesse sentido, porque ali a gente grava vídeo e faz foto. De certa forma, é uma extensão do rádio.” O comunicador do Grupo RBS disse que, na Atlântida, ninguém é contratado pela voz, mas sim por um conjunto de habilidade que correspondam às entregas que precisam efetuar.

Formado pela Ufrgs, Gilvane falou a respeito da criação da Radioweb, que foi motivada pela vontade de estar na rua, como repórter e nos microfones. A partir da participação no Fórum Social Mundial em 2001, quando gravava matérias e as enviava para emissoras do Interior, identificou que estas careciam de conteúdos e investiu neste mercado. Há 15 anos à frente da agência, o jornalista garantiu que não há crise somente no âmbito econômico, mas nas plataforma, e compartilhou com o público que, além da produção de conteúdo, desde 2006, atuam com rádios corporativas.

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