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Comunicação pede consultoria e pesquisa

Por Gabriel Emidio
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Até o final do século passado, os meios físicos dominavam as diferentes formas de comunicação entre pessoas, empresas, entidades e organizações as mais diversas. Do bilhete aos caudalosos relatórios, passando pelo noticiário impresso e peças publicitárias, reinava o papel. E provinham dos meios em papel as referências de conteúdos para alimentar o rádio, a TV e o cinema. Áudio e imagens analógicas chegavam aos receptores domésticos em mão única, por meio de canais abertos. O mundo era traduzido em outro ritmo e a taxa de interatividade não decolava.

O advento dos computadores pessoais, da internet e da revolução digital redimensionou tudo. Na esteira das reflexões de Nicholas Negroponte, os meios digitais transformaram a economia, os livros, a música, a educação. Mais que a simples transposição de meios, a era digital altera o modo como lemos, ouvimos, pensamos, aprendemos e dançamos. Não se trata de uma dimensão paralela ao mundo concreto – essas dimensões se misturam, interagem. Vivemos esses dois mundos ao mesmo tempo – a cultura em transformação, do átomo ao bit.

Diante dessa realidade, o mundo das pessoas e dos negócios passou a necessitar de uma gama crescente de serviços especializados. Softwares, hardwares, aplicativos, máquinas e automação de processos são pilotados por pessoas em carne e osso, que interagem, buscam soluções e resolvem problemas em tempo real, de qualquer ponto do planeta.

O conceito de tecnologia da informação (TI) se disseminou por toda parte – das grandes corporações às pequenas empresas. E a comunicação destas organizações com clientes internos e externos, prospects, fornecedores, imprensa, via profusão de meios, plataformas, mecanismos de busca e impulsionamentos, requer cada vez mais a presença de consultores ou facilitadores à tomada de decisão.

Hoje em dia, quando o mercado como um todo busca racionalizar custos, ganhar tempo e eficiência no seu mix-marketing, é muito mais seguro investir em um diagnóstico balizado, que passa por pesquisa de impacto de mídia e de identificação das preferências dos destinatários na recepção de conteúdos. Aparecer bem nas mídias espontâneas, por meio da atividade de assessoria de imprensa, segue na ordem do dia. Mas não é só isso.

Uma boa imagem institucional precisa contar com ferramentas de marketing de relacionamento e motores de venda que um bom diagnóstico de comunicação indica e recomenda. Atirar para todos os lados custa caro e deprecia o valor da marca aos olhos do mercado. A segmentação é irrefreável, nichos novos não param de surgir e chega-se à singularização do um a um – preconizada por Stan Rapp nos anos 90. É o velho e bom tailor made ou sob medida, que a tecnologia contemporânea aprimora para satisfazer, cada vez melhor, os consumidores mais e mais exigentes.

Gabriel Emidio é jornalista e editor de conteúdo na Agência AMigo – Comunicação Integrada