Com a palavra, a inovação

Por Rafael Guerra, para Coletiva.net

É incrível o volume de iniciativas que surgiram nos últimos anos com temática ligada à inovação. A inovação tem um charme capaz de agregar, de engajar milhares, milhões de pessoas com propósito de mudança. É claro que a inovação acaba tendo como alvo direto aqueles meios, setores e posicionamentos que são ditos tradicionais e que precisam acelerar processos de melhoria e desenvolvimento. De se recriarem. Tudo isso por quê? Nós - pessoas - somos e estamos inquietos. E assim as oportunidades aparecem. 

Com todo esse cenário, os comunicadores têm uma atmosfera propícia para contribuir com esse momento. Não posso falar na obviedade da comunicação integrada. Mas, sim, da capacidade e conhecimento que os comunicadores possuem de equalizar mensagem + canal + público de forma assertiva. Criamos conteúdo, plataformas, aplicativos, eventos e relações. Criamos métricas e geramos negócios. Cruzamos tudo isso. O tradicional e o novo se complementam. Ampliamos redes e conexões. E, com isso tudo, aproximamos marcas, usuários, plataformas e soluções.

O Rio Grande do Sul tem capacidade criativa, empreendedora e inovadora fantásticas. Empresas, agências, entidades, estudantes e profissionais, com capacidade, formação, acesso à informação e atitude transformadora. Quando se junta atitude transformadora com oportunidade, temos ótimos exemplos para o presente. Só para citar alguns, temos o Black Sheep Project, o FT, o Gramado Summit, o FIC, além de inúmeras iniciativas de menor tamanho, mas não de menor importância. Espaços e ambientes para que a inovação e a transformação, de projetos, processos, pessoas e atitudes sejam discutidas, apresentadas e compartilhadas. Aposto que você conhece pelo menos uma pessoa que tenha participado de um desses eventos, em alguma edição. Esses eventos mostram muito do que está acontecendo, do que pode vir a acontecer. E que alegria ver o envolvimento de players tradicionais apoiando e incentivando ações de transformação, com reflexo direto na indústria da comunicação. 

Com todas as suas disciplinas e processos, a comunicação tem oportunidade de ser agente da transformação. Mais que levar mensagens, levar propósitos. E falo diretamente de conteúdo. Estamos em 2018 meus amigos... A comunicação não serve 'apenas' - como se fosse fácil, ainda mais nessa era de multi-tudo - para vender um produto ou serviço. Desenvolver ambientes criativos, que deem voz às boas e novas ideias. Espaço para que essas iniciativas sejam prototipadas, testadas e colocadas em prática. Compartilhar teoria, prática e resultados. 

Começa na academia, aproximando universidade do mercado. Passa pela ressignificação de processos e propósitos das empresas já consolidadas. O melhor de tudo é que as pessoas estão sendo cada vez mais protagonistas dos processos de transformação, das empresas, da sociedade e do Estado. Inquietos.

Rafael Guerra é relações-públicas e diretor de Operações da Opus.

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