O futuro da TV

Por Carlos Alberto Toillier, para Coletiva.net

Nunca tivemos tanto acesso à informação. Diariamente são produzidos bilhões de dados na internet, sejam eles publicações, tweets ou registros de domínio.  A cada minuto, mais de 100 horas de vídeo são postadas no Youtube. Se em 1967, Caetano Veloso já cantava em Alegria, Alegria - "quem lê tanta notícia, eu vou..." - agora, em 2018, eu pergunto: quem consome tanto conteúdo? Pois então, desde que o ser humano se conhece por gente, meio e mensagem são palavras-chave.

Até os anos 1980, as mídias eram claras e definidas. TV, Rádio, Jornal, Revistas, Mídia Externa, enfim, os meios eram poucos. A partir dos anos 1990, especialmente no Brasil, tudo virou mídia. De táxis a carrinhos de supermercados, de traseiras de ônibus a placas de trânsito, tudo virou meio de comunicação. Mas o mundo realmente trocou o chip a partir da internet. Foi aí que todos viraram mídia. Especialmente com o advento das redes sociais, onde seguidores são contados em milhões. A partir de então, tudo concorre com absolutamente tudo, seja em audiência, como em verbas publicitárias. Rádio concorre com Influenciador que concorre com Portal que concorre com TV.

A indústria da comunicação se transformou de forma inevitável com o permanente admirável mundo novo de cada dia. A Revolução Digital foi um Tsunami. Os meios impressos como jornais e revistas foram atropelados pela cavalaria. Nunca se leu tanto, mas no digital. O rádio, por outro lado se reinventou, afinal de contas está em todo o lugar e podemos dizer que nasceu mobile. Mas e a Televisão? O que diziam as previsões há 20 anos, qual era o futuro previsto? O Apocalipse seria o capítulo final?

As mídias digitais lideraram a revolução nos meios de comunicação no início do Século XXI. A internet passou por diversas transformações. O que era texto e imagem evoluiu para vídeo. O que era a Web 1.0 estática, virou 2.0 participativa. E agora, vivemos a 3.0 da inteligência artificial. O Google mudou nossa vida e a forma como as pessoas procuram por informações. Facebook, Twitter, Instagram e outras redes sociais mudaram o eixo ao criar novas dinâmicas entre os usuários. Toda essa revolução fez a Televisão se reinventar ainda mais que o Rádio.

Em Televisão é a nova Televisão, Michael Wolff destaca que embora a tecnologia tenha gerado novos devices, o conteúdo audiovisual disponível em celulares, tablets e computadores tem o mesmo formato dos programas de TV. A televisão está se adaptando à inovação da internet e se renovando. A TV virou protagonista juntamente com as novas tecnologias. Sua matéria prima é o Vídeo que é, também, o produto mais consumido na internet, onde 80% do tempo é gasto assim. Junto a isso, em 2018, os brasileiros passaram mais de seis horas diárias na frente da TV aberta.

Conteúdo em todo o lugar e a qualquer hora. Eventos, branded-content, merchandising e experiências. No próximo artigo, avanço mais um capítulo.

Abraços e até lá.

Carlos Alberto Toillier é diretor comercial do SBT RS.

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