Quem não se Comunica . . . ( 1 )

Por Enio Lindenbaum

 

Uma arte? Uma ciência? Como definir a comunicação?

Acredito em conceitos pessoais. E, portanto, só posso falar dos meus.

Ao longo da minha estrada profissional, fui cada vez mais me transformando em Profissional da Comunicação. Alguém que procura entender e aplicar todos os formatos aceitos como ?acadêmicos?.

A Saber,

- Arquivologia

- Biblioteconomia

- Cinema e Audiovisual / Produção audiovisual

- Comunicação Assistida

- Comunicação Institucional

- Educomunicação

- Estudos de Mídia

- Eventos

- Gestão da Informação

- Jornalismo

- Linguística

- Multimídia / Produção Multimídia

- Museologia

- Produção Cultural

- Produção Editorial

- Produção Fonográfica

- Publicidade e Propaganda / Produção Publicitária

- Rádio e TV

- Relações Públicas

- Secretariado Executivo / Secretariado

- Tradutor e Intérprete

E outros não nominados aqui.

Em cada um destes cursos existem mais subdivisões. Ou seja, um mundo extenso, complexo e lúdico.

Saber obter informações, poder processar estas informações e conseguir aplicá-las de forma entendível para o público-alvo passou a ser uma meta profissional.

Assim, podemos definir a informação e o peso de conhecimento e emoção que ela deve provocar, em quem e como.

Tudo isto dentro de custos provisionados.

Acrescentar um brutal grau de renovação constante de ferramentas, equipamentos, canais de divulgação e fluidez das ideias.

No fim, na memoria, fica o emocional.

Ser parte de um dos elos não me exime de conhecer o todo para poder melhor contribuir.

Isto abriu possibilidades de, através do aprendizado no Marketing Eleitoral e Politico, se desenvolvesse em mim uma tendência ao Marketing Social, conversa antiga que já tinha com o Laerte Martins retornado dos Estados Unidos e produzindo o Grito do Campo, mega concentração de pessoas do campo no estádio Beira Rio em 1984 para um diálogo com o novo presidente, Tancredo Neves.

Logo em seguida, assumi a Sabiá, produtora do Laerte junto com o Günther Staub, Jorge Polidoro e Valdir Loeff, tendo o Laerte de sócio.

Tentando aplicar um pouco mais de inteligência no processo de adaptação e solução de roteiros publicitários enxergamos a vocação da Sabiá em encontrar melhores soluções em vídeos e projetos empresariais e em campanhas eleitorais. Já antevendo uma futura produtora de conteúdos áudio visuais, meta nunca alcançada, tivemos a ousadia de renovar e colaborar na formação de novos profissionais já os inserindo no conceito do saber do todo.

Às vezes em que eu, seja como empresário, seja como consultor, consegui aplicar esta pluralidade na comunicação foram de extrema felicidade profissional.

Mas o projeto de maior impacto certamente foi o Programa Empreender, uma parceria da CACB ( Confederação das Associações Comerciais do Brasil) com o Sebrae Nacional.

Tendo origem na Câmara da Indústria e Comércio da Baixa Baviera, o projeto que já existia em poucas cidades de Santa Catarina foi topicalizado e implantado sob minha coordenação.

O Programa Empreender para alavancagem de micro e pequenas empresas através de uma gestão em rede mais eficiente em mais de 1800 cidades no País exigiu uma força de mobilização plural e efetiva ação com altos índices de sobrevivência empresarial e de responsabilidade coletiva.

O revocacionamento de Joinville em si mobilizou os empresários que estavam vendendo suas indústrias para um projeto de transformar a cidade em um destino turístico empresarial e uma potência tecnológica.

Com um projeto multifacetado, se desenvolveram ações que resultaram na valorização da marca da cidade, uma multiplicação de oportunidades e um aumento na autoestima da população em geral.

Em Tubarão isto foi mais forte. Cidade deprimida pelo fechamento de empresas estatais, o desemprego aumentando, já tinha sido uma potência industrial e comercial. O ciclo se modificou para o empreguismo público e uma enchente em 1974 provocou uma tragédia com 200 mortos e 165 mil desabrigados.

Com a eleição de Carlos Stupp com a campanha Stuppmania houve uma renovação na política local, com bandeiras e atitudes mais gerenciais do que políticas partidárias.

Eleito, seu secretário Glauco Caporal Fernandes criou um projeto ao qual me integrei plenamente chamado ?Santo de Casa Aqui Também Faz Milagre? que buscou revocacionar o município de Tubarão através de ações práticas e lúdicas que modificaram o ânimo da cidade e criaram um ciclo de prosperidade mais sólido.

Isto tudo em parceria com o ex-ministro do Planejamento Alexis Stepanenko.

Acredito que, hoje, mesmo com as especializações, mais ainda o novo profissional de comunicação e não somente o publicitário, jornalista, RP e tantos mais tem que ter esta visão global do processo.

Isto facilita e muito a fluidez e rapidez entre a feitura dos planos e projetos e sua execução.

Me ajudou muito nesta visão o fato de ter sido por bastante tempo produtor de cinema, no caso publicitário visto que o planejamento de uma produção leva em conta da intenção da agência e do roteiro até a entrega na exibidora de um produto técnica e de conteúdo que correspondam às expectativas.

(Continua )

Enio Lindenbaum é publicitário.

 

 

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