"Para seguir a carreira de jornalista, tem que ralar", destaca Ribeiro Neto

Apesar de ter enfrentado alguns obstáculos, jornalista garante que continua apaixonado pela profissão

Ribeiro Neto do canal 'As Verdades da Bola' - Coletiva.net

Durante a conversa entre Carlos Guimarães, Maurício Saraiva, Pedro Espinosa, Ribeiro Neto e Sérgio Boaz, foram debatidas as dificuldades enfrentadas por quem deseja fazer do jornalismo esportivo uma profissão. "Para seguir a carreira de jornalista nesta área, tem que ralar, tem que ter em mente que terá que abdicar da vida social e da família, além de enfrentar muitos obstáculos", alertou o idealizador do canal 'As Verdades da Bola', Ribeiro Neto. "A grande questão do jornalismo é poder fazer bem a si mesmo, pois o caminho nunca é reto, é cheio de curvas. Vocês têm que delimitar aonde pretendem chegar", destacou Maurício.

Boaz, por sua vez, enfatizou que o mercado não é promissor apenas para quem for incompetente. "Eu digo o que eu acho e isso, muitas vezes, custou-me muito, mas tem que seguir assim. Quem quer, tem que ter força de vontade para se estabelecer nesse meio", sentenciou.

Maurício destacou, ainda, o fato de a comunicação acontecer imediatamente, e desmistificou o que muitos estudantes pensam sobre cobertura de grandes eventos, como Copa do Mundo, por exemplo. "Antes do filé, existe muito suor. A gente não nasce fazendo isso e há muita batalha para chegar a um resultado." O comentarista citou uma dificuldade vivida pelos profissionais: "Às vezes, você diz A e o ouvinte entende e ouve B, e decide cobrar o que você não disse. Então, estejam preparados para tudo", advertiu.

Outro tema levantado no debate foi a falta de união da classe que, para Espinosa, da rádio Grenal, tornou-se um contratempo na profissão. "No meio jornalístico, nós enfrentamos uma dificuldade, que é a falta de comunicação entre os profissionais dos veículos, o que acaba atrapalhando muito a harmonia interna." Guimarães compartilhou da mesma ideia e sinalizou que a única vez que viu uma união entre os profissionais foi quando foi demitido na sexta-feira da rádio Guaíba e readmitido na segunda-feira seguinte, em um episódio recente e de grande repercussão. "Aí eu vi que que a classe pode ser unida quando quer", comentou. Apesar das adversidades na profissão, Boaz finalizou: "Eu enfrentei muitas coisas e, mesmo assim, continuo apaixonado pelo jornalismo".

 

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