Painel masculino aborda presença das redes sociais no Jornalismo Esportivo

Maurício saraiva, Ribeiro neto, Carlos Guimarães, Sérgio Boaz e Pedro Espinosa compõem segundo momento do evento

Da direita para a esquerda, Carlos Guimarães, Sérgio Boaz, Pedro Espinosa e Maurício Saraiva

O segundo painel do Coletiva Debates começou abordando o entretenimento dentro do jornalismo. O comentarista Maurício Saraiva, da RBS, disse que é importante ter cuidado para que a editoria não vire um 'circo'. "O mundo da liberdade na internet criou uma verdade absoluta. Existem momentos nos quais a informação se perde e somente piadas ganham destaque", afirmou. O jornalista dividiu a conversa com Carlos Guimarães, da Guaíba; Ségio Boaz, da Band; Pedro Espinosa, da Grenal; e Ribeiro Neto, do canal 'As Verdades da Bola', no Facebook. 

Abordando o lado de quem mescla notícia com diversão, Espinosa ressaltou que tenta preservar a confiabilidade da audiência. "Para que o entretenimento não vire algo raso, é importante conectar as informações e manter a credibilidade", declarou. Boaz, por outro lado, afirmou que o maior problema do jornalismo esportivo é a falta de gerenciamento qualificado. "Carece de boas lideranças", destacou, concluindo que as assessorias de imprensa retêm informação: "Os assessores de imprensa protegem muito os jogadores, o que reflete na falta de conteúdo real".

Encerrando o tópico, Guimarães concordou com os colegas e ressaltou que a característica da presença das redes sociais, apesar de ter muitos comentários de ódio, também ajuda com conteúdo. "Já teve vezes que, após comentar alguma partida, fui para a internet e percebi que os espectadores observaram coisas que eu não observei". O coordenadore de Esportes da Guaíba acrescentou que as mídias dão oportunidade de maior propagação das matérias. "Apesar disso, é necessário técnica, experiência e humildade, por isso ainda é muito importante o nosso papel", finalizou.

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