Comunicação é relacionamento

Não faz muito tempo uma amiga fez um post falando que as pessoas não entendiam que social media não era publicidade, que não funcionava da mesma foram. Na semana passada, se não me engano, outra amiga escreveu sobre como a comunicação é baseada nas pessoas e não somente na criação da mensagem e no formato dado a ela. E concordo muito com elas. Tem gente, profissionais e marcas, que não consegue entender que comunicação é, antes de tudo, relacionamento. Tem a ver com troca entre duas ou mais pessoas. Que a tecnologia facilita tudo isso, mas tem muito mais aspectos humanos envolvidos do que se imagina.

No final de semana, aconteceu o Google I/O 2018 Extended Porto Alegre, lá na Unisinos, e, entre tantas palestras falando de programação, machine learning, apps e afins, aconteceu um painel comandado pelo Rafa Martins, do Share, para falar um pouco sobre o casamento do marketing com a tecnologia, afinal, muito do que se estava mostrando por ali está a 'serviço' dessa relação. No final, sabemos que queremos melhorar nossa comunicação e a relação com os consumidores para vender mais e melhor. Fizeram parte do auê a Liana Bazanela, presidente da ARP (Associação Riograndense de Propaganda); Felipe Oliva, CEO da Squid; e a Simone Gasperin, da Aerolito.

A Liana, durante o painel, bateu muito na tecla que quanto mais a tecnologia aparece e interfere no nosso dia a dia, mais importante é olhar para as pessoas. E eu superconcordo com ela. É prestar atenção em como elas estão e no que elas querem, entender o que elas realmente precisam. E isso é fundamental não só para trabalharmos para os nossos clientes, vender os seus produtos, mas também para olhar para dentro, para quem trabalha com a gente.

Muito se falou sobre essa relação de como a gente fala o tempo todo de tecnologia, como ela nos auxilia na comunicação, de como hoje em dia a gente sempre acha que está perdendo algo que está sendo falado, que está sendo criado, mas, principalmente, de como apesar de toda mudança tecnológica, o que importa mesmo são as pessoas e as relações que construímos. E essas 'conversas' podem até ser automatizadas, mas não podem ser automáticas, sem ter alguém acompanhando para interferir quando necessário. Chat bots são incríveis, mas, na minha humilde opinião, não servem para tudo.

A tecnologia é incrível para que a gente tenha cada vez mais acessos a dados. Para que possamos trabalhar e nos comunicar de forma mais efetiva e eficiente, mas, vou repetir eternamente, se não tiver uma pessoa para interpretar essas informações e fazer o relacionamento, de nada vai adiantar tanta tecnologia. Comunicação, na forma mais simples de se ver, é alguém emitindo uma mensagem, através de um meio, para que um outro alguém a receba. Mas tem tanta coisa envolvida nesse caminho: tem bagagens culturais, têm repertórios de vida, tem como as pessoas estão no momento em que recebem a mensagem.  Por isso, vou bater sempre na tecla: Comunicação é Relacionamento. Fato!

Autor
Jornalista, formada pela Universidade Federal de Santa Catarina, especialista em Marketing e mestre em Comunicação - e futura relações públicas. Há 15 anos, atua em assessoria de imprensa, comunicação corporativa, produção de conteúdo e relacionamento. Possui experiência no atendimento de clientes, públicos e privados, das áreas de educação, moda, gastronomia, entretenimento, música, varejo, construção civil, setor moveleiro, automobilístico e instituições financeiras. Tem passagens pela Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul, e, na área cultural, fez a divulgação de mais de 30 shows nacionais e internacionais na capital gaúcha. Atualmente, é Gerente de Atendimento na CDN Sul e integra a diretoria da ABRP RS/SC.

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