Desapegos sociais digitais

Por Cris De Luca

Esse final de semana parei um tempinho maior do que eu devia com o celular na mão para tentar me desapegar de algumas coisas nas redes sociais. Parece contraditório não é mesmo? Mas o tempo foi gasto para dar uma limpada nos perfis que eu sigo no Instagram e no Twitter. O Facebook ficou para outro dia. E só de dar uma enxugada nas pessoas e marcas que não faziam mais sentido algum estar ali, a energia das timelines já deram uma boa mudada.

É claro que por motivos profissionais eu sigo muita gente que, provavelmente, não seguiria na vida pessoal, mas a opção de apenas silenciar as publicações desses perfis já dá um certo respiro. Eles continuam ali para quando eu precisar fazer alguma ação, saber como anda a produção de conteúdo deles, prospectar algum job, mas não tem porque deixar de consumir o que eu realmente acho interessante para minha vidinha e ficar só passando trabalho na minha frente!

E isso vale, também, para me conectar a novas pessoas no Facebook e no LinkedIn. Em ambas (na verdade, em todas as redes), meu perfil é aberto e não precisa ser meu amigo ou minha conexão para entrar em contato ou ver os conteúdos que estou postando, então não tem porque eu colocar alguém para dentro da minha bolha que não faça alguma diferença ou não acrescente algo na minha visão de mundo. Isso não quer dizer que só aceite e siga pessoas que pensem igual a mim, até porque conviver com o diferente é que faz a gente crescer e, muitas vezes, até mesmo mudar de ideia.

Outro movimento que eu já tinha começado a fazer quando passei a trabalhar em home office foi desativar as notificações de aplicativos no celular. Acho que estavam funcionando ainda os alertas de banco, cartão de crédito, apps de mobilidade, Messenger e Whatsapp. Mesmo no silêncio ad eternum, me incomodava muito saber que fiquei numa reunião de uma hora e quando saia tinha duzentas mil mensagens (exagero, claro, mas nem tanto) me esperando para serem lidas. Só tinha deixado os do cartão, do banco e do Uber funcionando.

Confesso que deu uma certa aflição nas primeiras horas, olhando para o celular e nem um numerozinho aparecendo. Tipo aquela sensação que tu começas a procurar o celular, não encontra, acha que perdeu, mas estava no bolso. Tipo isso. Mas depois passa. Até que o ser aqui vai ao aniversário de uma amiga, deixa cair o celular no chão pela segunda vez na semana e a tela para de funcionar. Tive que chegar em casa fazer um backup do que foi possível para outro aparelho reserva e hoje tenho que parar para tirar todas as notificações dele. Lá vamos nós passar pela agonia novamente! Mas vale a pena para dar um descanso para a mente que a gente tem que estar com tudo zerado a todo minuto. Experimentem e me contem! <3

Autor
Jornalista, formada pela Universidade Federal de Santa Catarina, especialista em Marketing e mestre em Comunicação - e futura relações-públicas. Possui experiência em assessoria de imprensa, comunicação corporativa, produção de conteúdo e relacionamento. Apaixonada por Marketing de Influência, também integra a diretoria da ABRP RS/SC e é professora visitante na Unisinos e no Senac RS.

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