Jogo de gente grande

Por Grazi Araujo

Ser jornalista não é sinônimo de ser fofoqueiro. Lidamos com verdade, atuamos com e por credibilidade. Criamos relacionamentos com convívio, respeito e até por merecimento e não por puro interesse. 

Não somos leva e traz. Não gostamos de disse-me-disse. Se estamos de um lado, não jogamos do outro. Temos camisa, posição e nosso jogo é alinhado com a estratégia do técnico. Não tem jogo ganho, tem é foco, dedicação, habilidade, competência e determinação. Jogar verde é o início de uma partida que termina em WO. A gente sai de campo, vai pra ducha pra não fazer feio. Não lidamos com trapaças e nem provocações, ouso dizer que nem sabemos bem como agir em situações assim. Cabo de força é brincadeira de criança, de gincana escolar. 

Não dá pra entrar na provocação, nem do adversário e, muito menos, do colega de equipe. Cada um sabe exatamente o seu papel e a razão de ter sido escalado. Assim como nas quatro linhas, ninguém é insubstituível, obviamente. Mas há craques, não tem como negar. E o passe desse tipo de profissional é disputado, pode acreditar. Bola nas costas ou rasteira é jogo sujo, digno de cartão.

Diz uma lenda que tu sempre precisas ter um amigo advogado e outro jornalista por perto, para saber de tudo e ter alguém para te defender quando necessário. Não se iludam, porque, muitas vezes, somos os últimos a saber da verdade dos fatos. Em assessoria de imprensa, então, acontece muito de sermos pautados pelos colegas de redação e, nesse mesmo instante, gerenciar uma crise interna de indignação por ser surpreendido. 

Geralmente, quem não confia em jornalista não é confiável, isso sim. São pessoas medíocres, que se acham capitão, mas, na verdade, não apitam nada e, sequer, recebem a braçadeira. Porém, não há o que não haja, a gente sabe. Então, quando, por força maior, conseguem vestir a camisa 10, esquecem que a jogada começa com a bola no centro ou lá do goleiro. Não há jogo ganho, mas nada supera a força de uma equipe unida e alinhada. Na dúvida, é melhor sempre ter um bom profissional de comunicação no seu time.

Autor
Grazielle Corrêa de Araujo é formada em Jornalismo, pela Unisinos, pós-graduada em Marketing de Serviços, pela ESPM, e com MBA em Propaganda, Marketing e Comunicação Integrada, pela Cândido Mendes. Atualmente é chefe de Comunicação Social na Casa Civil do Rio Grande do Sul. Também responde pela Comunicação Social da Sociedade de Cardiologia do RS (Socergs) e da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV). Tem o site www.graziaraujo.com.

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