O design pelo design

      Uma transferência. É o que acontece quando o design, em um trabalho gráfico, obstrui ou atrapalha o que deveria ser o objeto de desejo …

img src="fotos/coluna_clo_25_02.jpg" align="right" border="1">      Uma transferência. É o que acontece quando o design, em um trabalho gráfico, obstrui ou atrapalha o que deveria ser o objeto de desejo do leitor. Isso só ocorre quando há um espaço não resolvido entre as intenções do designer (artista e autor) e o que deveria ser o foco do trabalho: a informação. Muitas vezes, a interpretação do designer limita e direciona o leitor, retirando sua liberdade para alcançar o conteúdo expresso, mas em outras situações, a visão única do designer-artista e o resultado plástico alcançado devolvem e agregam valor ao dito "foco" da obra, e, com isso, todos ficam satisfeitos.
      A discussão entre função e forma é mais antiga que andar para frente (mais antiga que tal expressão). Nas redações de jornais e revistas ouvia-se críticas à "ditadura da diagramação" só porque o cara queria deixar uns "claros artísticos" para a página respirar. Os jornalistas chiavam, a diagramação nem sempre cedia, mas a expressão ainda é ouvida de vez em quando.
      Para quem quiser acompanhar a polêmica atual, aí vai a dica: Revista da Abigraf, número 197, de novembro e dezembro de 2001, mais especificamente a coluna de Cláudio Ferlauto, Olhar Gráfico. Lá, ele "descasca" sobre o design de Jair de Souza para o Catálogo dos 50 anos da Bienal de São Paulo. Tudo em defesa do leitor.
      - Está de volta às lides o Bib´s, agora coloridinho do cinema, em suas tradicionais tirinhas. A reação dos designers gaúchos à nova roupagem do escurinho pode bem ter gerado essa idéia do revival. Tô apostando. Foi uma ótima idéia para reconquistar os fiéis e ressentidos consumidores (como eu).
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