O poder das gerações

Por Flavio Paiva

Não, não é um texto saudosista e muito menos anacrônico. Mas se é verdade que jovens criam startups, inovam em TI, fazem sucesso com suas empresas disruptivas, também o é que nesta (para usar um termo bem antigo) geleia geral, valem ainda certos valores, transmitidos de um modo geral no âmbito familiar, o poder das gerações valendo.

Houve uma grande desorganização, porque até algumas décadas atrás, os mais velhos ensinavam os mais jovens e os mais jovens aos mais jovens ainda. E assim caminhava a humanidade. Porém, com o advento da TI, mais jovens começaram a ter certa 'autoridade' sobre os mais velhos, ensinando-lhes a manusear computadores, celulares e gadgets em geral. Isto lhes conferia (aos mais jovens), uma certa ascendência.

Mas, então, foi necessário separar as coisas: o conhecimento técnico/específico das novas gerações não era um conhecimento geral a respeito de toda a vida. Continuavam (apesar de não serem exatamente iguais) as mesmas grandes questões da vida, do humano, do que diz respeito à experiência de ter caído muitas vezes e levantado, de ter sido passado para trás, de ter tido um coração partido, de sentirem-se sem rumo. As respostas, se não eram exatamente as mesmas, seguiam cabendo como uma luva às grandes questões dos seres humanos e isto transita dentro das gerações.

Se acrescentarmos, ainda, o crescente poder dos avós no sustento e formação dos netos de um grande contingente de famílias brasileiras, a coisa se torna mais complexa. Mas não menos compreensível e suscetível do bom entendimento de que uma cabeça com cabelos brancos pode não entender (não necessariamente) tudo de tecnologia, smartphones, Spotify, streaming, Instagram, Twitter, mas ela compreende bastante de vida.

Houve certa queda naquele poder que os idosos se alçavam, como os únicos que sabiam dar respostas da vida? Sim, houve. Mas se os cabelos são brancos, foi de tanto levar lambada na vida, de cair e levantar, de ver gerações de negócios, vida econômica e filhos e netos passando sob seus olhos. Se tivermos idosos atentos e analíticos, combinados com o gás e domínio de ferramentas e práticas disruptivo/inovadoras dos jovens, sairá um caldo sensacional. Estamos rumando para isto, para este momento mais de encontro e coesão, de respeito mútuo, construído a partir de alguns paradigmas novos, outros nem tanto. Os jovens precisam aprender (ou reaprender) a respeitar a experiência dos 'cabeças brancas', mas igualmente os mais velhos precisam saber que muitas coisas mudaram.

Construir este novo prédio sob o qual estarão abrigadas as gerações no que têm de melhor é tarefa para uma humanidade arejada, aberta e inovadora. E mais próspera e mais feliz.

Certo que há muitos países ao redor do mundo em que isto já ocorre (em especial no Oriente), mas na maioria infelizmente não. O Mundo Líquido de Bauman, de que tanto gosto de falar aqui, está rumando para uma solidificação, mesmo que a passos lentos. Novos paradigmas, novos pilares, novos ambientes de troca e convivência e - com o perdão do trocadilho - novos ambientes de inovação. Os solavancos são inevitáveis e os atos de desrespeito de parte a parte também.

A reatividade é outro item que faz parte deste mix. Os mais jovens são reativos aos mais velhos e os mais velhos reativos aos mais novos, no quesito fazeres. Isto é algo a ser superado, rompido até. Não há tanta pressa assim. Ou há? O que está ocorrendo é algo como a construção de uma nova casa de convívio, aonde cada um quer puxar a coisa para o seu lado. Mas como uma casa precisa estar em pé, dar-se-ão conta de que será necessário encontrar o espaço de convívio comum a todos, em que se encontrem para um bom jantar. 

São muitas as melancias desacomodadas ainda. Mas eles, com o andar da carroça (abusando de um ditado antigo), devem se acomodar nesta longa estrada a ser percorrida. Aguardemos, assistamos e registremos. Pode ser nos celulares.

La Mafia Barbearia - encontro de gerações

O La Mafia Barbearia é um destes locais onde se encontram gerações, seja para cortar o cabelo, fazer a barba ou mesmo conversar e confraternizar. Porque cortar o cabelo é uma das coisas que não muda (todos precisamos cortar) e experimentar ir o avô, o pai, o filho/neto, todos de uma vez, é algo fantástico e inesquecível, que poucos locais podem oferecer. As sedes do La Mafia, apesar de terem propostas modernas, inovadoras, tanto de corte, barba gourmet (e muitos outros serviços, conheça no site!), também sabem oferecer o tradicional e desta forma criar o espaço do encontro destas gerações, fazendo algo que é comum a todos: nenhum deles deixou de cortar o cabelo ou fazer a barba. Um pode cortar mais tradicional, o outro um pouco mais moderno e o outro (neto) ainda mais moderno, mas o fato é: cortar o cabelo. O La Mafia oferece respeito aos clientes, por isto cria esta atmosfera favorável para que isto aconteça. Neste Mês dos Pais, reúna a família e leve avô, filho, neto e tenham esta inesquecível experiência! Agende já no La Mafia Barbearia Social Club, um lugar para grandes (os pequeninos são muito bem vindos também!)

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