Reciprocidade é bom e todo mundo gosta

Por Grazi Araujo

Êta palavrinha que se encaixa em tanta coisa na vida da gente, vai dizer? Qualquer tipo de relacionamento, sem ela no meio, não há como seguir em frente. Essa sinergia, essa correspondência, esse interesse desinteressado (entenderam?) e essa entrega criam boas e felizes oportunidades.

Na comunicação, seja em qual esfera for, sem tudo isso aí de cima, não rola. Antes de entrar no mérito assessor - repórter/produtor/colunista, vamos falar sobre a confiança que deve existir com quem a gente assessora. A gente cuida da imagem, da palavra, da reputação, da agenda e até do nó na gravata. Por quê? Porque quem nos contratou nos confiou uma missão, sabe que somos especialistas no que fizemos.

Já falei sobre isso outras vezes, sem querer ser repetitiva, mas já sendo. Como é bom quando a gente representa alguém que te respeita, te ouve e reconhece teu trabalho. "De comunicação, quem entende é tu" é quase como ouvir um "eu te amo" sincero. Ainda existem colegas de veículos que tentam pular etapas e ligar direto para as fontes. Sabe aquele respeito que citei logo ali atrás? É quando o assessorado diz assim: eu posso conversar contigo sim, mas vou te passar o telefone da Grazi e tu alinha com ela, ela é a responsável pela comunicação. Uma atitude tão simples e tão nobre.

Outro lado do jornalismo muito legal é a relação com o pessoal que está do lado de lá, na redação. Adoro os repórteres, seja qual for a editoria, mas os colunistas têm um cantinho especial no meu coração. A gente se ouve, se brifa, se explica, se espera. Tenho a sorte de criar relações tão intensas e verdadeiras com tantos colegas. A gente depende um do outro para ter sucesso, é fato. Tem quem não entenda essa relação e desconfie que os assessores são fofoqueiros: "São tudo jornalistas, não dá pra confiar". Dá até preguiça de responder quando escuto uma piada dessas. Todos sabemos nossos limites, trabalhamos com ética e com verdades. Fontes são fontes, não são comadres, mesmo que amizades duradouras se criem no meio desse relacionamento.

Relações maduras, mesmo que recentes, se tornam essenciais para a vida. Seja (de) verdade, tenta dar sempre um jeito e se não der, fala a real. Não enrola, o tempo na comunicação - e na vida - é precioso. Para boas relações sempre há boas pautas, boas lembranças e boas manchetes. "Reciprocidade é vista como um valor social ou mesmo uma norma fundamental para que haja uma boa convivência."

Autor
Grazielle Corrêa de Araujo é formada em Jornalismo, pela Unisinos, pós-graduada em Marketing de Serviços, pela ESPM, e com MBA em Propaganda, Marketing e Comunicação Integrada, pela Cândido Mendes. Atualmente é chefe de Comunicação Social na Casa Civil do Rio Grande do Sul. Também responde pela Comunicação Social da Sociedade de Cardiologia do RS (Socergs) e da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV). Tem o site www.graziaraujo.com.

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