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O Retorno

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Sou uma pessoa que dá retorno aos contatos. Como colunista, como diretor de marketing de Grêmio e Internacional (fui em períodos diferentes, antes que pensem bobagens), na família e relações pessoais, sempre dou retorno. Até aí, nada demais. Acho natural e, aqui para nós, transmite uma imagem (em tempos imagéticos) de agilidade, boa educação e consideração, o que acaba se transferindo para os negócios.

Porém, o mesmo não posso dizer de muitas empresas e pessoas. Há duas categorias: as que não dão retorno e as que dão retorno depois de diversas tentativas. As que não dão retorno me intrigam ainda mais: o que se passa na cabeça de quem recebe e-mails ou telefonemas? Ou me consideram desimportante, sem potencial de negócios, ou tem uma caixa de e-mails lotada (no caso de empresas) e sem pessoal suficiente para responder, ou simplesmente (também no caso de empresas, mas podendo se aplicar a pessoas) ignoram o contato, ou ainda não têm tempo para uma resposta(!).

Naturalmente, não envio questões de física quântica para serem respondidas. São perguntas simples. Propostas sucintas, pois dou preferência a realizar propostas pessoalmente, porém isto é impossível muitas vezes (pessoas em cidades ou países diferentes dificultam esta prática).

Aplicativos como o Whatsapp ajudaram muito na questão retorno. Mas não resolveram. Uma vez que haja comunicação por Whatsapp, há uma tendência maior na resposta, embora ela corra o risco de ser sucinta demais. Whatsapp serve mais para agendamento de compromissos, a cobrança de uma resposta a uma proposta feita anteriormente, marcação de consultas médicas, idas a cinema e coisas do gênero.

Mas o que realmente me surpreende é que em tempos virtuais e imagéticos, estas pessoas que não respondem aos contatos estão destruindo pouco a pouco a sua imagem. Não precisa saber muito para ter certeza que uma imagem leva anos para ser construída e segundos para ser destruída. Ainda mais em tempos virtuais. Um exemplo: uma mensagem de Whatsapp mal respondida pode ser disseminada para grupos e grupos e mais grupos quase que instantaneamente. E está causado o dano.

Obviamente há empresas e pessoas que respondem às mensagens, propostas, convites, mas o percentual entre as que respondem e as que não respondem é desequilibrado. Tanto assim que por ter este hábito (de responder aos contatos), sou surpreendido frequentemente por mensagens de agradecimento (por ter respondido!). Não estou falando do tradicional “Obrigado pelo contato/retorno” com que muitos e-mails ainda iniciam. Estou falando de algo genuíno, reconhecível pelo linguajar na resposta.

Há anos me espanto com a falta de retorno e seguirei me espantando, em tempos imagéticos, virtuais e de muita comunicação. O que há com esta gente?

DICAS DO GUION

Muitas, novas e ótimas atrações no Guion nesta semana. Terá pré-estreia na sexta (28/10 e sábado 29/10) o filme “13 minutos” (113 minutos de duração, 22h05), do mesmo diretor (Oliver Hirschbiegel) de “A Queda: As Últimas horas de Hitler), um excelente drama alemão com densidade e conteúdo. Já em estreias estão entrando “A Garota No Trem” (117min, em vários horários, EUA), do diretor Tate Taylor. Está classificado como Thriller/Drama/Romance, mais um a conferir! Ainda em estreias, temos o intrigante “Amnésia” (96min, França-Suíça, com direção de Barbet Schroeder, drama). E seguem em cartaz os ótimos “Kóblic”, “O Último Tango”, “O Mestre dos Gênios” e “Noite de Verão em Barcelona”. Com a frente fria que está chegando, cinema é uma ótima opção. Aviso: na semana que vem a programação mudará na quarta-feira, em função do feriado (02/11). Todas as informações e muito mais você encontra no www.guion.com.br.

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