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Tropa da comunicação de elite

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Tem coisas que não mudam porque são mais fáceis de deixar como estão. Tem pessoas que não evoluem porque preferem dizer amém. Tem as que são taxadas de revoltadas porque defendem a sua razão. Ser acomodado não dá trabalho, não causa discórdia e não chama muito a atenção. Ser inquieto não. E isso também é característica de quem trabalha com comunicação.

Tive a graça de nascer em uma geração que acredita em transformação e de escolher uma profissão que atua para isto. Para mudar coisas, gente, lugares e pensamentos. O certo para um pode ser o errado para outro e vice-versa. O errado mesmo é tentar fazer alguém concordar com o que talvez satisfaça o ouvido do outro. Provoque para haver reflexão e mostre o porquê mudar de opinião, não há problema algum em voltar atrás. A juventude – ou falta de maturidade – nada tem a ver com a negativa de certos posicionamentos. A evolução faz parte da vida, ainda bem.

Esse papo de “pra quê complicar se dá para facilitar”, “sempre foi assim”, “o sistema funciona assim” ou “aceita que dói menos”, não cola por aqui. É preferível ser feliz sempre, mas é melhor ainda quando se tem razão. A galera de comunicação é mesmo de perguntar, de conferir e de ter certeza do que estará exposto nas linhas de um texto. Nada tem a ver com desconfiança, birra ou implicância. É nosso dever lidar com a verdade e com o bom senso. Até porque tem coisas que andam juntas e outras que não combinam. Um exemplo? Profissionalismo e puxasaquismo (nem sei se existe essa palavra)!

Quando o assunto é de domínio pessoal, senta e conversa. Só não vale aquele papo de “faz aí para não complicar”. Não rola assim, uma hora as máscaras caem e a cara de tacho aparece. São aqueles momentos que sentimos vergonha alheia. E temos aquela boa sensação de que estamos tentando fazer um amanhã diferente, com menos troca de favores, mais olho no olho e menos amadorismo. Anos de estudo, experiência e vontade de ir em frente não competem à idade e sim a real utilidade que isso traz ao mundo e aos que te cercam. Agregar as duas coisas, é golaço. Tentar ganhar no gogó, seu juiz, é falta grave. Não conseguir entender nada disso, ah, daí pede para sair.

Autor
Grazielle Corrêa de Araujo é formada em Jornalismo, pela Unisinos, e Pós-graduada em Marketing de Serviços, pela ESPM. Atualmente cursa MBA em Propaganda, Marketing e Comunicação Integrada. É a responsável pela Comunicação Social do IPERGS. Atuou ainda na comunicação da Martins + Andrade, Uffizi, CDL Porto Alegre, Centro, Palácio Piratini e Assembleia Legislativa. É apaixonada por escrever, acredita na comunicação integrada e estuda para se tornar – também – profissional em Planejamento. Tem o site www.graziaraujo.com.