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DOS BALANÇOS DE FINAL DE ANO

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Embora hoje seja ainda dia 15/12, faltando 9 dias para a noite de Natal e o posterior Ano Novo e a correria esteja grande para fechar pedidos, atender clientes, preparar o terreno para 2017, inevitavelmente começa a entrar em nosso espírito a ideia de balanço de final de ano.

Primeiro vem o Natal, em que em geral queremos encontrar a família, com muita festa e alegria, parentes que não vemos a todo momento, troca (ou não, dependendo do hábito e do bolso de cada família) de presentes, juntamente com os indefectíveis perus ou chester, que inevitavelmente serão consumidos também no domingo, 25. É um clima mais festivo, de mais celebração, mas a fresta da porta da reflexão já começa a abrir. Bate um vento pensativo, lembranças daqueles que se foram ou que não puderam estar junto nesta noite, por aí vai. Mas o clima é predominantemente de alegria.

Uma semana depois vem o Ano Novo. Aí sim, pois a noite de Ano Novo começa com o clima festivo, com seus planos, espumantes, fogos e promessas de ano novo. Mas tem um momento em que há uma transformação. Fitamos o horizonte, lembramos muito mais de coisas que nos propusemos fazer e não fizemos, mais das pessoas que se foram, mais dos relacionamentos desfeitos. Bate uma certa melancolia, típica do ser humano. Porque ao longo do ano naturalmente há conquistas, não só e necessariamente materiais, mas pessoais: entrou para o pilates, curso de línguas, abandonou um hábito alimentar danoso, entretanto há uma tendência à reflexão. É a noite fatídica.

Então, um conselho: proteja-se da tristeza do Ano Novo. Faça uma anterior introspecção e examine-se, veja o quanto progrediu (ou regrediu e está disposto a melhorar efetivamente), pense sobre as possibilidades que se abrem na virada do ano (entendo que as possibilidades sempre se abrem ao nascer de cada dia, quanto mais quando teremos 365 nasceres de sol pela frente), acarinhe dentro de você os que se foram, pois isto não tem jeito, perdoe-se, acarinhe-se e abra o peito para a vida. Tome aquele banho de coragem, pois como diria Baby Consuelo, a vida não é para bundões, é para os cascas-grossas, e é certo que virão adversidades em 2017. Mas sempre digo aqui que as coisas vão acontecendo e dependendo do ângulo que conseguimos vê-las, do astral que conseguimos imprimir, elas mudam. Parecem outras coisas.

Perdi meu pai há 13 anos e naturalmente foi uma dor muito grande. Fiquei então retendo alguns objetos dele, como se eu pudesse desta forma segurá-lo junto de mim. Um amigo me disse que o meu pai não estava nos objetos, mas aqui (e bateu no coração). Aquilo foi um grande aprendizado, pois realmente trago-o dentro de mim, da melhor forma e não precisei reter seus objetos para manter todo o amor que tenho por ele intacto em mim. Sinto saudades? Claro que sim, mas não mais tristeza. Lembro-me dele em determinadas datas? Seguro que sim, mas sem melancolia. Com a alegria de tê-lo tido como pai e exemplo.

Narro este episódio pessoal porque foi transformador e me fez ver que tudo depende de ângulo. O ângulo com que vemos as coisas faz TODA a diferença. 2017 não será um ano fácil. Mas ele será mais difícil se assim o fizermos. Aceite, caro leitor, este pequeno conselho e pense sobre este episódio que vivi. Será que ele não pode se aplicar a você? Retermos menos objetos e mais afetos? Isto nos fortalecerá para enfrentar os embates da vida. E para terminar:

“Não chores, meu filho;

Não chores, que a vida

É luta renhida:

Viver é lutar.

A vida é combate,

Que os fracos abate,

Que os fortes, os bravos

Só pode exaltar.”

Gonçalves Dias

DICAS DO GUION

Chegando o final do ano, os prazeres apetecem ainda mais. E aos amantes da sétima arte novamente o Guion oferece uma qualificadíssima fornada de pré-estreias, estreias e continuações.

Pré-Estreia Nacional: A Última Lição (Drama/Família, França, 107 min, com direção de Pascale Pouzadoux, Sex/16 e Sáb/17 22h05); Belos Sonhos (Drama, Itália-França, 131 min, com direção de Marco Bellocchio, Sex/16, Sáb/17 e Dom/18 18h20);

Estreias: Neruda (Drama, Chile-Argentina-França-Espanha, 107 min, com direção de Pablo Larraín e trazendo no elenco Gael García Bernal, 14h15, 16h15, 18h15, 20h15); Nas Estradas do Nepal (Drama, Nepal-França-Suíça-Alemanha, 90min, 14h40, 18h20, com direção de Min Bahadur Bahn);  Sierranevada (Drama, Romênia-França-Bósnia-Croácia-Macedônia, 173min, com direção de Cristi Puiu, 20h). Além disto, seguem em cartaz os excelentes  Sangue do Meu Sangue, Elis e É Apenas o Fim do Mundo. Isto e muito mais em www.guion.com.br.

Z CAFÉ PADRE CHAGAS, A EXCELENTE OPÇÃO DE ALMOÇO

Convidado pelo Sandro Zanette, tive a oportunidade de desfrutar (e este é o termo, desfrutar!) o almoço na Padre Chagas, com uma mudança na sistemática dos finais de semana, em que todos os pratos são acompanhados de verdes, saladinhas, pães e outras delícias. O qualificadíssimo comando das panelas fica a cargo do chef Francisco Hochscheidt, sendo o cardápio trocado mensalmente. Tudo com o gostoso ar condicionado, o qualificado atendimento e o agradável ambiente todo em madeira e construção rústica do Z. Opção da melhor qualidade, como já é do conhecimento de todos.  Já era cliente há anos e certamente me verão ainda mais por lá! Não sei bem o que tem o Z, que só melhora! Acesse www.zcafe.com.br.

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