Cadê o contato?

Então acontece o seguinte: ainda no café da manhã, você abre o jornal e folheia as principais matérias do dia. Se depara com uma …

Então acontece o seguinte: ainda no café da manhã, você abre o jornal e folheia as principais matérias do dia. Se depara com uma falando de um assessorado e lá vem a pergunta: ué, porque não me procuraram? Independente de ser setor público ou privado, ouvir as duas partes é fundamental.
A partir disso começa um desgaste que poderia ser evitado com um simples contato. Vamos combinar que atualmente há diferentes maneiras de fazer isso. Daí começa a ser criada uma resposta para a publicação que não mencionou o lado da outra parte. Logo após, o contato com o veículo explicando o que aconteceu e pedindo um novo espaço para publicar a resposta, que geralmente é concedido. Quem garante que os mesmos leitores/ouvintes/espectadores estarão tendo acesso àquela nova informação? Quem viu o dia anterior e não o dia seguinte, ficou com apenas uma impressão. Quem viu só a segunda publicação, pode se sentir meio perdido. Não seria mais inteligente colocar tudo de uma vez só?
Gostaria de entender esse tipo de atitude e de pensamento de quem está nas redações. A pressa de noticiar é inimiga da informação fidedigna. Se há interesse em falar de algo ou de alguém, é preciso ouvir também este lado, não dá pra fugir disso. Fazer as coisas certas desde o início é muito mais produtivo do que precisar consertar depois.

Autor
Grazielle Corrêa de Araujo é formada em Jornalismo, pela Unisinos, e Pós-graduada em Marketing de Serviços, pela ESPM. Atualmente cursa MBA em Propaganda, Marketing e Comunicação Integrada. É a responsável pela Comunicação Social do IPERGS. Atuou ainda na comunicação da Martins + Andrade, Uffizi, CDL Porto Alegre, Centro, Palácio Piratini e Assembleia Legislativa. É apaixonada por escrever, acredita na comunicação integrada e estuda para se tornar ? também ? profissional em Planejamento. Tem o site www.graziaraujo.com.

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