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2/3 dos gaúchos estão satisfeitos em morar no RS

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Os filósofos consideravam a “felicidade” como um tema relacionado à política, sendo uma meta social que gera satisfação. A Constitutição Norte-americana de 1787 considerou a “busca da felicidade” como um dos direitos do homem. A Constituição Brasileira de 1988 não positivou o termo felicidade, mas tratou do tema indiretamente, pela perspectiva do “bem-estar” em vários campos da vida coletiva.

O filosofo Julián Marías afirma que a “Felicidade Humana” necessita da reflexão sobre o papel do homem em sociedade, quanto menor for o debate sobre o que nos faz feliz, maior será a infelicidade no mundo contemporâneo.

Uma resolução aprovada pela ONU neste milênio classificou a felicidade como “objetivo humano fundamental” e passou a estimular os Estados-membros a promover políticas públicas que incluam a importância da felicidade e do bem-estar em sua aposta pelo desenvolvimento. Neste contexto a satisfação está associada “a necessidade de que se aplique ao crescimento econômico um enfoque mais inclusivo, equitativo e equilibrado, que promova o desenvolvimento sustentável, a erradicação da pobreza, a felicidade e o bem-estar de todos os povos”.

O IPO foi às ruas saber qual a satisfação das pessoas em morar em um Estado como o Rio Grande do Sul?*

Os resultados demonstraram que 65,3% dos gaúchos consideram-se satisfeitos em morar em um Estado como o RS e 34,7% se consideram insatisfeitos.

A análise da insatisfação apresenta um índice mais elevado entre as mulheres (38,7%), a análise por faixa etária indica que a população ativa (de 25 a 59 anos) é quem mais sente os impactos da atual conjuntura (38,9%), seja pelo o stress do trânsito, pela ampliação da sensação da insegurança, reflexos da crise econômica e, até mesmo, pela descrença nas instituições. A insatisfação é maior entre a população de baixa renda (36,3%), na faixa de 1 a 2 salários mínimos nacionais.

A análise por mesorregião do Estado indica que a satifação é maior entre a população que mora no interior, tendo em vista que os principais males da atual conjuntura são mais acentuados na Região Metropolitana e em Porto Alegre.

A finalidade do Estado é o “bem comum”. Portanto precisa garantir valores supremos como a liberdade, a segurança pública, a saúde pública, o desenvolvimento e, em especial, a igualdade e a justiça. Se o Estado cumprir as suas obrigações, o “bem-estar” da população será maior e resultará em índices mais positivos de satisfação com o Estado.