Antes de 2018 chegar

Vocês já perceberam que o ano está quase terminando? Vocês notaram que mais uns 18 dias exatos, circulados com caneta preta naqueles calendários antigos de mesa ou na agenda virtual, eletrônica ou de papel, e adeus 2017? Vocês conseguiram colocar em prática nestes 12 meses que se encerrarão em breve alguma das inúmeras proposições feitas na emoção da virada do ano? Vocês constataram que resta pouco, mas muito pouco tempo para correr e realizar pequenas e necessárias atitudes para tornar os dias e as noites finais deste ano mais atrativas, produtivas e fecundas? Eu preciso correr para implementar, nestes 18 dias antes de 2018 chegar, algumas ações que constavam da minha lista de boas intenções que listei no dia 31 de dezembro do ano passado.

Preciso, por exemplo, marcar encontros para rever amigos e amigas com quem não consegui me comunicar mais durante 2017. Mas será complicado porque nestes 18 dias que o ano ainda me oferece, tenho festas de confraternização com os primos, com a diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, com as amigas da Secretaria de Comunicação do Governo Tarso Genro, entre outras. Imediatamente, vou escolher datas para me aproximar, ainda este ano, de queridos e queridas que fizeram, em algum momento, parte desta minha vida particular e profissional de mais de 50 anos.

Entre os planos firmados para 2017 e não cumpridos, o retorno às aulas de Pilates, no estúdio da competente professora Eti Mala, situado na galeria que fica embaixo do meu prédio, e cuja prática, nos dois anos em que minha frequência foi assídua, fez um bem indescritível para a minha saúde. Ainda voltarei ao Pilates porque Deus é pai não é padrasto, o sangue de Jesus tem poder, não piquei salsinha na tábua dos Dez Mandamentos e terei, em breve, uma grana extra para pagar as mensalidades dos exercícios. Se o Pilates não fez parte da minha rotina neste ano que termina, certamente estará no meu cotidiano no ano que vai chegar. E cá estou, uma desnorteada e perturbada a renovar planos com metas não executadas.

Mas se existem ações complicadas de serem executadas neste final de 2017, é possível que alguns propósitos sejam realmente efetivados antes do novo ano ser inaugurado. Há tempo para terminar a leitura de um dos três livros comprados na 63ª Feira do Livro de Porto Alegre, nem que eu leve uma das obras para Butiá onde passo as festas de Natal e Final de Ano. Há ainda tempo para amar mais, arriscar mais, buscar entender um pouco melhor o sentimento das pessoas que vivem ao meu redor, ser menos exigente, aceitar mais os defeitos de cada um, ser mais paciente e compreender que cada pessoa tem o seu ritmo de vida e nem sempre elas frustram a minha expectativa, apenas estão sendo sinceras e respondendo dentro das suas limitações e não como eu as imaginei.

E embora jamais tenha feito parte das minhas intenções, porque nunca havia imaginado que o meu neto canino Dalai iria morrer assim tão cedo e tão repentinamente, preciso realizar duas ações de agradecimento por atitudes de puro carinho e amor demonstradas nos dois meses em que o cusco da raça shih tzu adoeceu. Preciso agendar uma visita para as gurias do Mundo à Parte Bela Vista, onde Dalai, antes de nos deixar, fez 10 sessões de fisioterapia e acupuntura e foi extremamente paparicado e bem tratado. Elas, a Alessandra, a Jéssica e a Manu merecem todo o meu agradecimento. E também passar na nova casa da Pet Stop, local onde o neto canino era cliente assíduo, agora aqui na esquina da minha casa, e levar um carinho imenso à veterinária Aline Fernandes, que sempre foi afetuosa com o Dalai.

Nestes 18 dias finais deste ano, prometo ser uma boa menina, mais bela, não recatada e nem do lar. Mãe querida, familiar dedicada, amiga nas horas necessárias, profissional responsável, feminista sempre, militante intensa, E quem sabe, comemorar o bicampeonato mundial do Grêmio e adorar ainda mais o técnico Renato Portaluppi após a vitória ontem contra o Pachuca.

Autor
Márcia Fernanda Peçanha Martins é jornalista, formada pela Famecos/PUCRS, militante de movimentos sociais e feminista. Trabalhou no Jornal do Comércio, onde iniciou sua carreira profissional, e teve passagens por Zero Hora, Correio do Povo, na reportagem das editoriais de economia e geral, e em assessorias de comunicação social empresariais e governamentais. Escritora, com poesias publicadas em antologias, diretora do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (Sindjors), e secretária do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Porto Alegre (COMDIM/POA). Tem o blogmarcinhaprodigio.blogspot.com. É mãe da Gabriela e avó dos caninos shih tzu Dalai, agora uma estrelinha, e do vira-lata Quincas Fernando.

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