De onde vem a sua inspiração?

Quem nunca se perguntou de onde profissionais da publicidade, das artes, da literatura e de tantas outras áreas tiram tanta criatividade? Como conseguem ter ideias inovadoras, 'diferentonas' e afins? Até certo tempo, eu tinha em mente que um ser criativo era aquele que tinha ideias geniais e que fazia tudo parecer incrível. Não que não o seja, mas sabemos que pouquíssimas pessoas têm esses insights mágicos que transformam tudo num toque de mágica. Segundo o dicionário, criatividade é um substantivo feminino com origem no latim creare, que indica a capacidade de criar, produzir ou inventar coisas novas. Ser criativo, na minha concepção, passou a ser aquela criatura que tem soluções eficazes para os mais diversos problemas. Desculpem o exemplo furreca, mas a gente tem que ser criativo até na hora que falta papel higiênico no banheiro e estamos sozinhos em casa. Quem nunca?

Dizem por aí que a criatividade é uma qualidade adquirida e ainda na infância, quando estamos em busca de ideias de como resolver nossos 'problemas' mais singelos, como acertar a colher cheia de comida na boca em vez de no nariz, como ficar de pé sem a ajuda de ninguém. É durante essa fase que o potencial criativo é ativado ou não. Deve ser por isso que alguns estudos dizem para deixar as crianças se virarem mais ao invés de dar tudo na mão e ajudar com tudo. Mas depois que passa essa primeira fase de descobertas e invencionices, como manter a inspiração? Onde buscar matéria-prima para se manter criativo?

Na minha opinião, a melhor forma de manter a mente ativa e pensando de forma diversa, é frequentar e acessar lugares com pessoas e assuntos diferentes. O tal sair da zona de conforto ou, como diria Dado Schneider, tirar o velcro da bunda. Muito de criatividade vem de pesquisa. E não estou falando de pesquisa sistemática, com metodologias científicas e afins. Claro que elas ajudam, e muito, quando estamos fazendo um projeto. Mas não depende só dela. Principalmente quando se fala em resolver problemas do cotidiano, da vida, de casa e afins. Eu, por exemplo, busco nos lugares mais improváveis, participo de palestras e de cursos que não têm a ver diretamente com a minha rotina de trabalho. Leio de um tudo sobre tudo. Nos últimos meses, passaram pelas minhas mãos 'O Poder do Hábito', de Charles Duhigg, e uma ficção gostosinha que estava na lista de best-seller do New York Times que ganhei de aniversário. Fiquei paralisada com Rupi Kaur e seus poemas cortantes. Teve Mario Sérgio Cortella, o livro da Daiana Garbin falando sobre a aceitação do seu corpo e a luta para vencer a obsessão pelo corpo perfeito. Teve Leandro Karnal e Padre Fábio de Mello e suas reflexões sobre crer ou não crer. E agora no criado mudo tem materiais sobre vinhos (tema do futuro TCC), tem um livro do Garry Kasparov que ganhei num Jogo de Damas lá em 2014 e uma das publicações do Robert Cialdini sobre influência.

Além disso, sou a louca do compartilhamento de textos que leio pelas redes. O pessoal que trabalha comigo lá na CDN e alguns amigos de grupos no Whatsapp sabem como é o bombardeio. À noite ou no final de semana, estou sempre fazendo print de assuntos que possam interessar para os clientes, estimular ideias novas, ou ajudar na construção pessoal e/ou profissional de cada um. Algumas vezes, quase sempre, acho-me meio louca, obsessiva com isso, mas é assim que eu me alimento e renovo ideias e energias. Se me inspira pode inspirar outras pessoas também. E você? De onde vem a sua inspiração?

Autor
Jornalista, formada pela Universidade Federal de Santa Catarina, especialista em Marketing e mestre em Comunicação - e futura relações-públicas. Possui experiência em assessoria de imprensa, comunicação corporativa, produção de conteúdo e relacionamento. Apaixonada por Marketing de Influência. Atualmente, é gestora de Relacionamento com o Mercado do Share. Também integra a diretoria da ABRP RS/SC e é professora visitante na Unisinos e no Senac RS.

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