Os gaúchos se dividem entre o real e o virtual!

As redes sociais estão presentes no cotidiano dos gaúchos. Uma pesquisa realizada pelo IPO - Instituto Pesquisas de Opinião, em setembro de 2017, verificou que 84,2% da população a partir dos 16 anos está conectada às redes sociais. Equivale dizer que 8 em cada 10 gaúchos estão nas redes, em especial, no Facebook e WhatsApp.

Os que utilizam redes sociais, o fazem todos os dias. Um hábito que começa desde o acordar, quando toca o despertador (aliás, o próprio celular), com a atualização no feed de notícias e vai se repetindo no correr do dia até a hora de deitar-se. O smartphone se tornou parte inerente ao indivíduo, integrando-o com os amigos, com os acontecimentos e dando-lhe a capacidade de gravar e registrar os fatos cotidianos. Literalmente, é uma ferramenta que concede ao indivíduo a 'voz do empoderamento', fazendo com que indivíduos se transformem em personas, valorizando cada vez mais o individual.

A conexão nas redes sociais ocorre em todas as faixas de idade, de escolaridade e de renda, sendo mais acentuada entre os mais jovens (entre 16 e 34 anos, com índice de até 98% de utilização) e entre os consumidores com maior renda (utilização de mais de 90% entre as classes A e C).

Verifica-se que os tipos de devices (dispositivos) utilizados pelo entrevistado variam de faixa etária para faixa etária. Entre a população acima dos 50 anos (e em especial aqueles inativos economicamente), as redes sociais são, principalmente, acessadas pelos computadores ou notebooks. Já entre os jovens e a população economicamente ativa, as redes são mais acessadas pelos smartphones e tablets. A população com maior renda começa a utilizar as redes sociais em Smart TVs, seja para acessar o YouTube ou assinar canais de TV on demand, disponibilizados largamente pelo mercado.

Neste cenário, o smartphone se torna mais do que um instrumento de comunicação. É um 'companheiro de entretenimento e de interação social', com o qual o usuário 'se desconecta' do mundo real, conectando-se demasiadamente ao 'mundo virtual'.

Autor
Elis Radmann é cientista social e política. Fundou o IPO - Instituto Pesquisas de Opinião em 1996. Utilizando a ciência como vocação e formação, se tornou uma especialista em comportamento da sociedade. Socióloga (MTb 721), obteve o Bacharel em Ciências Sociais na UFPel e tem especialização em Ciência Política pela mesma universidade. Mestre em Ciência Política pela UFRGS e professora universitária, Elis é diretora e Conselheira da Associação Brasileira de Pesquisadores de Mercado, Opinião e Mídia (ASBPM) www.asbpm.org.br

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