Que vergonha pro Timão!

Por Grazi Araujo

Gremista de coração e apaixonada por futebol, antes do jogo do tricolor contra o Corinthians, ligo o rádio na hora que o presidente do time paulista falava à imprensa.

Uma das regras para dar uma entrevista é - ou deveria ser: quando não há o que falar, cale-se! Pois Andrés Sanchez matou todas as aulas de media training. Que vergonha! E aproveitou os holofotes, os flashes, os microfones e os blocos que estavam a postos e desatou a falar um monte de bobagem. Começou criticando a imprensa - para a própria imprensa. Disse que a cobertura pré-jogo é desnecessária e que não deveriam falar nada antes do final do jogo (!). Não decidi trocar de estação porque chegava a ser uma comédia e eu ainda não tinha prestado atenção neste cara. "É tipo ir no cinema assistir Rambo", comparou um dos comentaristas, ao final da entrevista. Quem ouviu pode entender que era mesmo uma piada aquilo que estava sendo dito diante dos microfones.

Perguntas polêmicas, cobranças por resultados, análises equivocadas e mais um monte de críticas às equipes de reportagens estamparam o show de horrores apresentado por Sanchez. Ele conseguiu chamar a atenção, mais uma vez. Virou até tema da minha coluna, ora bolas.

Sabemos todos o tamanho do Corinthians, em todos os aspectos. Por tanto, me coloquei no lugar - por alguns instantes - do assessor de imprensa do clube. (Quase escrevi um palavrão aqui), mas imaginem ter um porta voz de uma marca como esse cara! Todo o trabalho da equipe de comunicação para conquistar mais sócios, conscientizar sobre o respeito com as torcidas adversárias, conquistar espaços positivos na mídia e tudo que é planejado neste sentido, vai por água abaixo com uma criatura dessas.

Ele criou um personagem porque a mídia ainda dá espaço. Sem plateia não tem show. Os colegas de veículos deveriam evitar perder tempo com quem nada tem a acrescentar, com quem quer apenas criar polêmicas desnecessárias e quer roubar o protagonismo. Ele apenas é um personagem, sem conteúdo e sem graça. Da próxima vez que reconhecer a voz da figura, o dial não permanece na mesma posição, com toda a certeza. Se todos dessem menos moral e menos espaços a pessoas deste nível, a qualidade das informações já seria outra.

Autor
Grazielle Corrêa de Araujo é formada em Jornalismo, pela Unisinos, cursa MBA em Comunicação Eleitoral e Marketing Político, na Estácio de Sá, é pós-graduada em Marketing de Serviços, pela ESPM, e com MBA em Propaganda, Marketing e Comunicação Integrada, pela Cândido Mendes. Atualmente é chefe de Comunicação Social na Casa Civil do Rio Grande do Sul. Também responde pela Comunicação Social da Sociedade de Cardiologia do RS (Socergs) e da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV). Tem o site www.graziaraujo.com

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