Um passo maior do que o normal

Volta e meia passo por aqui e falo para vocês sobre movimento, sobre se manter atualizado, sobre não ficar acomodado e por aí vai. Os movimentos podem ser menores, um passo para cá e outro para lá, mas, em outras vezes, eles devem ser maiores, quase um salto, uma mudança real. Nos últimos 15 ou 20 dias, estou neste processo. Trabalhando com assessoria de imprensa e comunicação corporativa há 15 anos, estava na hora de mudar. Sempre fui a jornalista que nunca levou a profissão ao pé da letra, que sempre se meteu com a área administrativa, com o povo da criação, com o relacionamento, com eventos e cerimonial, com área de prospecção e por aí vai. Sempre fui meio multitarefas.

De alguma forma, sempre me senti confortável nestes múltiplos papéis. Mas, nos últimos tempos, tinha algo me incomodando. Não sabia o que era. Aí, a gente vai para a terapia tentar se entender, tentar encontrar o que pode ser modificado na gente e no momento no qual a gente se encontra. Troca uma ideia com as amigas e os amigos que estão no mesmo mercado. E, por fim, decide que vai organizar a vida mais um tempo, terminar a segunda faculdade de forma mais tranquila, sem ter que pensar em mexer em muita coisa, ficar na zona de conforto mais um tempo.

Aí, alguém te chama no inbox no Facebook para tomar um café e te apresentar um projeto. Tu já começas a te mexer na cadeira e a se imaginar naquilo sem ao menos ter conversado com o ser. E a ideia de continuar confortável, onde tu já estavas por seis anos, vai por água abaixo. Sabe quando aparece uma oportunidade que tem a tua cara e não tem como dizer, não? "Mas, Cris, tu não parou para pesar os prós e contras?" Sim, mas, encontrei mais prós. "Não ficou com medo de trocar o certo pelo duvidoso?" Quem não fica? O medo faz parte de todo processo de mudança. E ando naquela vibe "se tem medo, vai com medo mesmo". Se eu não arriscar, será que não vou me arrepender? Tenho como lema que só posso me arrepender de algo que eu fiz, então por que não se jogar? Cá estou eu, me jogando em algo que, aparentemente, é muito diferente, mas já estou encontrando um tanto de coisas que já estavam em mim!

Tenho certeza que este novo momento vai ser incrível, porque como esse movimento vai ser dar depende muito de mim. Por isso sempre é importante lembrar: minhas escolhas, minha responsabilidade. E por que eu resolvi contar um pouco desse processo para vocês? Porque eu sei que tem um monte de gente aí do outro lado da tela que está com esse mesmo incômodo e sem saber para que lado ir. Arrisque-se! O máximo que vai acontecer é não dar certo e ter que repensar a vida. E aí? Vais encarar? Eu vou! Já estou indo! <3

Autor
Jornalista, formada pela Universidade Federal de Santa Catarina, especialista em Marketing e mestre em Comunicação - e futura relações-públicas. Possui experiência em assessoria de imprensa, comunicação corporativa, produção de conteúdo e relacionamento. Apaixonada por Marketing de Influência. Atualmente, é gestora de Relacionamento com o Mercado do Share. Também integra a diretoria da ABRP RS/SC e é professora visitante na Unisinos e no Senac RS.

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