Após uma semana, Paulo Fona não é mais secretário de Imprensa da Presidência

Jornalista afirma que foi pego de surpresa e que "esperava maior profissionalismo"

Paulo Fona - Reprodução

Uma semana após ser nomeado como secretário de Imprensa da Presidência, o jornalista Paulo Fona foi demitido nesta terça-feira, 13, pelo presidente Jair Bolsonaro. Em nota, o profissional diz que decisão partiu do chefe de Estado e ressalta que a dispensa se deu por conta de seu histórico profissional, que conta com passagens pelo MDB, PSDB e PSB. A exoneração ainda não foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

"A decisão da minha exoneração pelo Presidente da República me pegou de surpresa. Fui convidado para assumir a Secretaria de Imprensa, alertei-os de meu histórico e minha postura profissional e a intenção de ajudar na melhoria do relacionamento com a mídia em geral. O desafio era imenso, sempre soube, mas esperava maior profissionalismo, o que não encontrei", destacou Fona, em nota. De acordo com ele, em todos os governos pelos quais passou, de diferentes partidos (MDB, PSDB e PSB), sempre trabalhou com o objetivo de tornar a Comunicação mais ágil, eficiente, transparente e leal às propostas da gestão.

Fona, que tem quase 40 anos de carreira, já foi secretário de comunicação e porta-voz de dois governos do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB) e Rodrigo Rollemberg (PSB). Ele também comandou a comunicação do governo Yeda Crusius (PSDB), no Rio Grande do Sul, e a campanha eleitoral do atual governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), para o Senado, em 2014.

O profissional chegou ao Planalto para ocupar o cargo que havia sido deixado vago após o jornalista Fernando Diniz pedir exoneração em menos de um mês, por divergências com o chefe da Secretaria de Comunicação, Fabio Wajngarten. O posto também havia ficado vago no começo do governo Bolsonaro, até ser ocupado pelo coronel do Exército Alexandre Lara, que foi nomeado em 20 de fevereiro e exonerado em maio.

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