De olho nas tendências: Cápsula dá panorama para marcas

Novo estudo do Grupo RBS buscou entender cinco áreas da sociedade gaúcha

Marcelo Leite esteve à frente da apresentação do Cápsula - Jefferson Bernardes/ Agência Preview

O Grupo RBS reuniu na manhã desta quinta-feira, 11, o mercado da Comunicação e do Marketing para apresentar o seu mais novo estudo sobre o comportamento e as preferências da sociedade gaúcha, o Cápsula. No evento, realizado no Centro de Eventos do BarraShoppingSul, o diretor-executivo de Marketing, Marcelo Leite, apresentou questões relativas a cinco áreas da sociedade e relatou como podem impactar nas marcas - diversidade, consumo consciente, longevidade, bem-estar e urbanização. 

A pesquisa foi realizada com dados secundários sobre novos comportamentos, tendências e consumo por meio de 30 entrevistas em profundidade, 1500 questionários de residentes do RS e etapa de grupo controle com 800 participantes em São Paulo, além de 10 conversas com especialistas. A partir disso, foram analisados os gatilhos pessoais para se preocupar com aquela determinada tendência, a mudança do comportamento e quais são as tendências evidentes para as novas marcas, consumos e aplicativos.

No evento, cada segmento foi apresentado, inicialmente, por algum colaborador que participou da pesquisa, como, por exemplo, a repórter Marina Pagno, que deu início a explanação sobre diversidade, e Tulio Milman, editor de Opinião de GaúchaZH, ao abordar sobre a urbanização. Após, Leite apresentou os dados e conclusões obtidas pela equipe diante do estudo.

Dentre alguns apontamentos está o de que 86% dos gaúchos percebem que as marcas não estão engajadas com a diversidade, enquanto 43% pensam em consumir àquelas que se importam com estas causas, como é o caso de igualdade social e racial. Outro dado apresentado é o de que as pessoas passam a se importar mais com o consumo consciente diante de três gatilhos: nascimento de filhos (60%), morar sozinhos (46%) e acesso à informação (27%). Ainda sobre o assunto, foi percebido três questões que desenvolveram o desejo para esta conscientização - conhecido por Tripé do Bem. Seriam eles: faz bem para mim e para a minha família; para o bolso e para o planeta. Em relação à alimentação, houve uma surpresa no Rio Grande do Sul, quando 19% afirmou que diminuiu ou parou de consumir carne.

Com o aumento da expectativa de vida, e com a previsão de que um terço do Estado esteja com mais de 60 anos em 2030, o Grupo RBS buscou entender melhor os indivíduos com mais de 50 anos. A partir disso, um dos dados apontados por este segmento é o de que 90% pretende trabalhar mesmo após a aposentadoria para complementar a renda (44%), ter uma ocupação (27)%, não se distanciar do que gosta de fazer (13%), além do trabalho ser a principal fonte de renda (9%). Enquanto isso, 93% não se sente representado nas propagandas que assiste. Assim sendo, constatou-se que a questão não é tratá-los com diferença das demais faixas etárias, mas reconhecer o estilo de vida.

Em relação ao bem-estar, o maior gatilho para esta preocupação (65%) ocorre a partir da existência de um revés ou motivo claro para iniciar essa mudança de hábito, sendo eles em decorrência do excesso de peso (16%), estresse ou sensação de burnout (10%) e problemas de saúde específicos. Quarenta porcento dos entrevistados apontaram que as marcas auxiliam nesse quesito ao aumentar a variedade de produtos e serviços saudáveis (63%), disponibilizar informações que os ajudem (43%), serem transparentes sobre os processos e ingredientes (35%) e tendo produtos mais práticos, que os permitem ter mais tempo (23%).

O último item diz respeito à urbanização, onde 31% das pessoas observaram que passaram a incorporar novas formas de se deslocar e ocupar a cidade. Isso devido ao estresse e sensação de tempo perdido (19%), dissolução entre da fronteira entre a vida profissional e pessoal (29%), além necessidade de cortar gastos fixos (38%). Além dos deslocamentos, novas profissões, bem como abrir mão de trabalhos tradicionais, trouxeram uma qualidade de vida melhor. A exemplo disso está a adoção de home office, no qual 17% dos entrevistados deixou os escritórios e passaram a aderir a novos espaços, como coworking, e trabalho de casa e 18% que atualmente trabalham em escritórios prefeririam que esta rotina acontecesse em casa. Além disso, 48% das pessoas que trabalhavam de forma remota adotaram essa prática nos últimos dois anos.

Marcelo Pacheco, vice-presidente de Mercado, finalizou o encontro, ao informar que toda esta pesquisa pode ser disponibilizada com divulgação segmentada, de acordo com os interesses de cada empresa. "O estudo Persona foi o início, e agora o Cápsula chegou para consolidá-lo", finalizou.

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