Livro retrata manifestações de junho de 2013

'Junho, Fragmentos de uma revolução flashmob' leva a assinatura dos comunicadores Roger Monteiro e Felipe Basso

Livro será lançado nesta noite - Divulgação

As manifestações de 2013 são o ponto central do livro 'Junho, Fragmentos de uma revolução flashmob', dos comunicadores Roger Monteiro e Felipe Basso. A obra é definida como uma investigação visual, errática e telegráfica acerca de como a internet exerceu um papel fundamental para a existência desse levante, não apenas como instrumento de organização e aglutinação de pessoas, mas como elemento capaz de hackear as estruturas mentais viciadas normalmente vinculadas aos movimentos sociais. O lançamento acontece nesta terça-feira, 4, a partir das 18h30, na Bamboletras (Lima e Silva, 776 - Cidade Baixa, Porto Alegre/RS).

A produção do livro começou ainda naquele ano, quando a dupla se lançou em um trabalho de registro fotográfico comentado sobre os atos que assolaram o País. A iniciativa buscava compreender as ações não tanto pelo viés político, mas enquanto fato social e estético. Os autores não esperam, no entanto, é que, passados cinco anos, a sociedade brasileira ainda estaria à procura das causas e consequências do movimento. Com 94 páginas, 'Junho, Fragmentos de uma revolução flashmob' é uma publicação da Horror Vacuo e tem prefácio de Luís Augusto Fischer. O exemplar poderá ser adquirido por R$29,90.

Natural de Porto Alegre, Roger é designer, roteirista e artista visual. Felipe é formado em Comunicação Social. Já trabalhou como jornalista, produtor de TV, assessor de imprensa, colunista e redator publicitário, além de ser cronista da oficina Santa Sede - Crônicas de Botequim.

Confira um fragmento do livro:

"A primeira geração impactada pela lógica sedutora das redes de compartilhamento de arquivos se acostumou a viver sob o signo do imediato. A natureza dos seus próprios anseios é tão transitória que, se eles não puderem ser atendidos de modo instantâneo, perdem a razão de ser. O que nós queremos, queremos agora. Sempre que as veias e as artérias de uma sociedade se mostrarem obstruídas, essa obstrução tornará pungente a constante noção de descompasso no tempo sob a qual vivemos. Sentindo como se nos movêssemos imersos em um ambiente líquido muito denso, é preciso exacerbar o movimento, tencioná-lo ao nível da pantomima, empreender o grito para garantir a sobrevivência do sussurro."

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