Cinco perguntas para Priscila Barbosa

Publicitária se soma ao time do Grupo RBS como gerente de Comunicação, responsável pela gestão da marca da empresa

Quem é você, de onde vem e o que faz?

Sou Priscila Barbosa, tenho 36 anos e sou natural de Porto Alegre. Formada em 2004 em Publicidade e Propaganda na Unisinos e, atualmente, curso MBA em Economia Comportamental, na ESPM. Há duas semanas, assumi o desafio como gerente de Comunicação do Grupo RBS, responsável pela gestão da marca do grupo.

Como se deu a escolha pela Publicidade e Propaganda?

Desde muito pequena sempre fui apaixonada pelas palavras. Participava de concursos de redação, era rata de biblioteca e amava contar histórias. Essa paixão se tangibilizou em livros inacabados, blogs, cartas e, por fim, na minha profissão. E o herói disso foi meu pai. Sempre preocupado em me orientar para o futuro - e um workaholic inveterado - tínhamos longas conversas sobre carreira. Com o vestibular se aproximando e ele vendo que eu tenderia a escolher o Jornalismo, disse: "Priscila, como jornalista tu irás relatar e comentar o fato. Faça Publicidade e poderás usar tua criatividade para continuar criando histórias".

Hoje, me emociono ao lembrar isso, pois converge exatamente ao que mais acredito sobre minha missão como publicitária e propósito com o meu trabalho: contar histórias.

O que representa na sua carreira fazer parte do time de Comunicação Integrada do Grupo RBS?

Representa que a jornada até aqui fez todo sentido. Cheguei aqui exatamente na hora certa da minha carreira. Minha trajetória no mercado de Comunicação passou por comunicação interna na Happy House, por propaganda na F/Nazca e na DCS, por veículo no Kzuka e, por fim, como anunciante em Vonpar (indústria), Companhia Zaffari (varejo) e Simers (entidade de classe). Ou seja, aprendi na prática a multidisciplinaridade que a comunicação exige hoje. O entender no detalhe sobre pessoas e sua relação com as marcas. Poder ver na prática isso com Coca-Cola, por exemplo, é um presente para a carreira. Aprendi nessa jornada a planejar, operar, criar e gerir marcas.

Agora, cheguei ao lugar onde essas histórias são contadas. E melhor ainda: tanto histórias reais por meio do Jornalismo, quanto histórias contadas pelas marcas e as vividas pelas pessoas através da marca Grupo RBS. E isso tem muito valor.

O que todo publicitário precisa saber?

O que todo profissional de Comunicação precisa é entender de gente. Sobre o ser humano. De comportamento. De emoção. De empatia. De inspiração. Para, então, contar histórias e fazer da história da marca a história da vida das pessoas. Eu enxergo uma marca como um ser humano. Com processo de amadurecimento, saúde, tom de voz, personalidade, ciclos de aprendizado e sucesso, jeito de falar, lifestyle e conexões emocionais. Nosso papel é fazer essa marca ser o melhor que ela pode ser. E chamar as pessoas para fazer parte dessa história.

Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?

Meu pai foi certeiro comigo há 15 anos - aliás, ele é até hoje. É especialista em BI e BA há cinco anos, quando ninguém falava sobre isso. Inspirada nisso, penso muito sobre o futuro. Acho que agregaremos estatísticos, programadores, engenheiros e matemáticos aos times de Comunicação. Nos profissionalizaremos cada vez mais em sermos analíticos (finalmente!). O que somará ao que precisamos para sermos especialistas em seres humanos. E, no fim de tudo, levará cada vez mais para o caminho que acredito: contar histórias tão relevantes e legítimas que virem a história da vida das pessoas. Daqui a cinco anos eu espero entender ainda mais sobre gente.

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