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Sergio Gordilho crê na contribuição do Festival para construir pensamento

Copresidente da Africa fala sobre a experiência de presidir a 21ª edição e sobre o legado do evento
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Sergio Gordilho | Crédito: Cristina Lima/Famecos/ PUCRS

O incentivo e ajuda à construção de pensamento sobre um tema, as diferenças, são apenas as primeiras das contribuições deste 21º Festival Mundial de Publicidade de Gramado. Este é o entendimento do copresidente e chief creative officer (CCO) da agência Africa, Sergio Gordilho, que presidiu esta edição do evento, que reuniu cerca de 2,5 mil pessoas, de 7 a 9 de junho, no centro de convenções Serra Park. “O festival ajuda na construção de um pensamento em cima de um tema que é contemporâneo e atual, mas o legado a gente vai descobrir daqui a alguns anos, quando daqui saírem outros Nizans, outros Fábios Fernandes, outros Marcelos Serpa…”, afirmou em entrevista ao Coletiva.net.

O baiano, que veio ao Festival de Publicidade pela primeira vez ainda estudante de Arquitetura, diz que o evento foi responsável por mudar em muito a sua visão. De volta ao local agora como presidente, chama atenção para o fato deste ter se tornado o único festival da área focado em estudantes e em novos profissionais. “Isso é muito importante porque toda indústria precisa ser irrigada na raiz dela por valores. A minha geração não teve a sorte, talvez, de ter valores discutidos aqui dentro.”

Para ele, isso fez com que muitos de sua geração tivessem uma visão deturpada e olhassem para outros assuntos como se fossem mais importantes do que olhar para o consumidor e para a sociedade. “Isso é ruim porque a gente fica distante e quando fica distante a gente perde relevância. Uma indústria que não tem relevância para a sociedade é uma indústria morta”, enfatizou. De acordo com Gordilho, é preciso lembrar que a publicidade tem muito a oferecer. “A propaganda é uma indústria de muita relevância para o Brasil, ela é a base da liberdade de imprensa, é a base de reflexos de valores da sociedade.”

Através do tema ‘Nunca a diferença fez tanta diferença’, o evento trouxe ao debate questões de credo, gênero, classe social, e opiniões distintas dentro da publicidade. Gordilho avalia que o meio digital empodera pessoas e as deixa mais confortáveis a expressar suas opiniões, mas, em contrapartida, se “fecharam em algoritmos e voltaram a viver em bolhas”. “Nunca teve tanto ódio e intolerância como hoje. O que era para juntar afastou, e a publicidade tem uma questão: ela sabe botar cimento. A gente tem que entender, como publicitário, é o seguinte: toda a comunicação é baseada em tijolos, é igual construir uma ponte. Então, vamos construir mais pontes.”