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“Não somos formados para sermos gestores”, diz publisher de Coletiva.net

Márcia Christofoli conduziu provocação sobre formação para mostrar dificuldade do estimulo à gestão e empreendedorismo
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Crédito: Maicon Hinrichsen/Coletiva.net

“Não somos formados para sermos gestores.” Com esta afirmação, a publisher de Coletiva.net, Márcia Christofoli, fez uma provocação sobre a dificuldade da academia em incentivar o empreendedorismo e a gestão de empresas. Comentou que, ao contrário da maioria, sua trajetória acadêmica não foi voltada para produção de reportagem. “Aprendi a ser repórter na prática. Geralmente, os relações-públicas são treinados para fazer cerimoniais e publicitários para atuarem em agências, mas nunca para serem empreendedores. Como virar a chave para isso?”, indagou. Aproveitou para adiantar que uma das reportagens da revista Tendências Academia trará cases de empresas que surgiram nas faculdades e foram incentivadas por docentes.

Da plateia, o mestre em Marketing Estratégico Vinicius Mendes Lima afirmou que, talvez, os estudantes não busquem por empreender porque não são instigados pelo corpo docente. “Nós, aqui presentes, passamos pelo mesmo modelo de ensino. E é assim há muitos anos. É uma questão cultural”, contribuiu. Aproveitou para questionar: “Como o profissional de Comunicação conclui a faculdade sem saber tudo de redes sociais? A coordenação do curso permite isso, pois a formação tem carimbo da universidade, mas, do outro lado, o empregador não contrata alguém sem esse conhecimento”.

Em resposta, a gerente-executiva de Gestão de Pessoas do Grupo RBS, Andressa Giongo, disse que, por mais que o mercado queira, a universidade não prepara 100% o aluno. Em compensação, observou que as organizações não buscam apenas conhecimentos técnicos, mas competências que vão além dos requisitos de uma vaga. “Nunca se acreditou tanto em potencial.” Ainda, defendeu que os profissionais recém -formados podem não estar preparados, mas que também cabe às empresas complementar o que falta.

A universitária da Uniritter Shállon Teobaldo ressaltou a valorização das experiências de vida estarem se sobrepondo às técnicas. A fim de ilustrar o entendimento, contou sobre uma vaga de emprego conquistada após cancelar a primeira entrevista. A razão era ter que ficar em casa, cuidando das irmãs menores. “Valores tu não aprendes em apostila, mas no cotidiano. E algumas empresas valorizam muito isso.”