Correio do Povo e GaúchaZH participam de projeto de combate a notícias falsas

'Comprova', que reúne 24 veículos jornalísticos, tem como objetivo checar informações nas eleições deste ano

Reprodução

 

O Correio do Povo e o GaúchaZH foram convidados a participar do projeto 'Comprova', da Information Disorder e da First Draft International. A partir de 6 de agosto, com foco no tema 'Eleições gerais brasileiras', os jornais gaúchos buscarão checar informações e explicar rumores que possam influenciar os resultados da votação. Outros 22 veículos, dos demais estados brasileiros, participam da iniciativa.

Convidados pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), os veículos já participaram de encontros presenciais em São Paulo e, por vídeoconferência, diretamente de suas redações. Nas reuniões, na capital paulista, os jornalistas receberam treinamento de como funcionará a ação. Esta é a primeira vez que o Correio do Povo participa de uma ação de fact-checking. O Grupo RBS, por sua vez, teve checagem de informações com os projetos 'É Isso Mesmo?' e 'Notícia Falsa na Rede'.

No decorrer do período eleitoral, cada redação receberá um rumor para checar. Assim que chegarem a uma conclusão acerca da informação, esta será enviada a outros três veículos. Após, se concordarem com o conteúdo encaminhado, uma matéria será publicada no site oficial do 'Comprova', sob a supervisão de um editor-chefe geral, que ficará em São Paulo. Posteriormente, os jornais poderão replicar em seus próprios sites a notícia, de acordo com sua linha editorial, tendo liberdade para criarem cards, textos, infográficos e vídeos.

O 'Comprova' foi motivado a partir de iniciativas da First Draft com o mesmo propósito. Um dos projetos que serviu de inspiração foi o 'CrossCeck' - realizado durante as campanhas eleitorais da Alemanha, da França e do Reino Unido, ocorridas em 2017.

A coalização é realizada pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e tem apoio do Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (Projor). O Facebook Journalism e o Google News Initiative ajudam a financiar o projeto, além de oferecem treinamento e suporte técnico.

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