Alberto José Sirena

Com um trabalho solidificado dentro de uma empresa que passou por uma bateria de negociações antes e depois de sua privatização, o diretor comercial …

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Com um trabalho solidificado dentro de uma empresa que passou por uma bateria de negociações antes e depois de sua privatização, o diretor comercial da CRT Brasil Telecom, Alberto José Sirena, é mais um gaúcho que trilhou o rumo do Centro-Oeste do país, no final dos anos 70. Engenheiro elétrico formado pela PUCRS, o executivo acreditou que o trabalho como estagiário dentro da então estatal CRT, "que naquela época produzia um aprendizado muito bom", lhe propiciou um incentivo maior para buscar outras áreas dentro do mercado de telefonia.

Esta trajetória, iniciada em Caxias do Sul, se estendeu com sucesso para uma ação cada vez mais profícua dentro desse segmento no Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Acre e Rondônia. De volta ao Rio Grande do Sul, Sirena comanda as ações comerciais da maior operadora de telefonia dentro do grupo no país, e concedeu entrevista à Coletiva.Net, em seu escritório, no 15º andar do prédio-sede, na esquina das avenidas Borges de Medeiros e Salgado Filho.

Do alto dos seus "bem resolvidos" 49 anos, Alberto Sirena demonstra a satisfação pelo chamamento da empresa para que assumisse uma posição destacada, em seu próprio Estado natal. Ao mesmo tempo, mostra que o quadro atual é de extrema competição e precisa de pessoas dedicadas para que as empresas possam ter fôlego para conquistar espaços no mercado."Me sinto bem em trabalhar num segmento que está sempre aberto às novas tecnologias e em que o grau de cobrança do usuário é alto, obrigando a uma constante atualização", afirma. Para Sirena, novamente o fato de trabalhar em solo gaúcho tem especial sabor. "Aqui no RS, a motivação é alta, ajudando o profissional a se envolver nas atividades das empresas", ressaltou.

PROXIMIDADE E FAMÍLIA

Além de considerar o retorno "aos pagos" como extremamente positivo do ponto de vista profissional, Sirena também não esconde o inerente sentimento de proximidade familiar. "Sou muito dedicado à minha família e tenho uma predileção antiga por viajar", enfatiza, lembrando que, durante os vários anos em que esteve sediado no Mato Grosso do Sul (trabalhava na Telemis), tinha maior dificuldade para essa atividade. "Lá, as cidades e lugares turísticos, normalmente, ficam a 500 Km de distância, enquanto aqui podemos encontrar os mais diferentes atrativos andando um percurso bem menor, como o que nos oferece Canela, Gramado, a minha própria Caxias e o Litoral Norte", comemora.

O executivo da CRT Brasil Telecom assume, nesse momento, uma característica de turista de finais de semana, que se traduzirá, mais tarde, em um combustível para futuros projetos, que já estão em planejamento. "Além de viajar com a família, aqui posso me deliciar com aquela que é uma das preferências pontuais do gaúcho: um suculento churrasco, com todo o ritual que acompanha essa nossa especiaria", diz.

Para Alberto Sirena, essa é uma forma, também, de reunir os amigos e familiares para contar boas histórias. "Minha vontade pelas novidades, porém, me incentiva a conhecer o que de novo acontece em Porto Alegre. E nas áreas gastronômica e cultural, podemos escolher sempre uma boa opção para as noites", argumentou. Sintonizado com o que acontece na esfera cultural, já que a CRT Brasil Telecom investe em produtos nessa área, Sirena procura, sempre que possível, participar e assistir à programação. "Adoro ir ao teatro e apreciar um bom show, como os de Bibi Ferreira e Ney Matogrosso, na última semana, mas também não desperdicei a chance de conferir o Mark Knopfler, que tanto ouvi no Dire Straits", lembra.

Nessa área musical, o executivo se mostra eclético. "Gosto de tudo, de um adocicado bolero e das músicas tradicionalistas até o melhor do jazz e blues, mas sem perder a proximidade com as músicas mais atuais, uma vez que quem comanda o CD no carro em nossas viagens, claro, não sou eu", afirma. Por tudo isso, Sirena tem uma espécie de cadeira cativa no Dado Pub, onde se reúne com amigos e com a mulher Sônia, que só retornou este ano para o RS. "É o meu lugar para apreciar um bom vinho ou whisky, minhas bebidas favoritas", sentencia.

PERSPECTIVAS DO FUTURO

Ao analisar o quadro atual do Brasil, Alberto Sirena vislumbra boas perspectivas. "Não podemos desconsiderar os problemas de conjuntura de um país de dimensões continentais, mas acho que a amplitude do espaço para que todas as facções políticas debatam em busca do bem comum pode ajudar, substancialmente, a resolver parte deles", avalia. Ele entende, ainda, que é preciso que a sociedade civil tenha em mente que deve partir dela uma ação que auxilie na concretização dessas atitudes em prol da melhoria das condições de vida. "Precisamos discutir os problemas sócio-econômicos, para cobrar do Poder Público, e não apenas esperar por ele", sustenta.

O executivo reforça as suas previsões otimistas para o futuro, dizendo que o país está bem inserido no processo de globalização, em que as fronteiras estão caindo e a proximidade de relações deve ser incentivada. Para melhores resultados obter, Sirena acredita que é preciso que todos tenham em mente uma premissa: é sempre possível fazer melhor, com menor custo e esforço. Falando dos seus projetos, o caxiense não titubeia. Pretende ir morar um ano no Exterior. "Esse é um prazo que me concedo, que pode até ser ampliado por alguma atividade diferente que ocorra por lá", explica. Ainda não escolheu entre a Europa ou os Estados Unidos, onde reside um de seus três filhos. "Só sei que isso deve ocorrer após me aposentar, numa vontade que não é só minha, mas também da esposa", acrescenta.

Como filosofia de vida, Alberto Sirena leva algumas regras preferenciais. "A primeira delas é saber que você é culpado pelo seu sucesso ou pelo seu fracasso, e é preciso aprender mesmo quando se está embaixo", considera ao falar na "queda para o alto". Para encontrar o sucesso, o executivo acredita que sempre é preciso fazer o melhor, sem esperar nada em troca ou recompensas prodigiosas. "Temos de reconhecer os nossos erros, buscando as causas de nossas falhas para que não ocorram mais", finalizou.

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