Teorias da conspiração: O lado obscuro da internet

Jornalistas da NBC News, do The New York Times e do The Daily Beast relatam experiências do que já encontraram na web

Kelly, Brandy, Warzel e Ben - Divulgação/Coletiva.net

Por Gabriela Boesel, enviada especial ao SXSW

Ameaças que podem se tornar realidade são a principal fonte de pesquisa de alguns jornalistas, especialmente quando se fala em Estados Unidos pós o fatídico 11 de setembro de 2001. No entanto, não só sinais de terrorismo, mas de ações que podem impactar a sociedade civil. sobre este assunto, falaram os jornalistas Ben Collins e Brandy Zadrozny, da NBC News; Charlie Warzel, do The New York Times; e Kelly Weill, do The Daily Beast.   

Para uma plateia de mais de 300 pessoas, no hotel JW Marriot, o quarteto contou de casos que investigou via internet, a partir de rastreamento de comentários. "As redes sociais são importantes para detectarmos qualquer tipo de ameaça, pois as pessoas, especialmente as que se sentem sozinhas no mundo físico, desabafam", comentou Brandy. Entretanto, Ben lamentou que muita coisa possa passar despercebida. "Não temos uma fórmula para saber se realmente a pessoa vai cumprir com o que escreveu. A questão é até que ponto podemos saber se não passa apenas de um comentário inofensivo."

Kelly, por sua vez, afirmou que é dever do jornalista investigar casos como este e ajudar a detectar reais ameaças. Bem relatou o caso de um norte-americano que fez ameaças na internet e que, no fim, virou uma piada nacional, pois o telefone que divulgou como sendo de uma operação ultrassecreta, na verdade, quando alguém ligava, recebia a mensagem de voz da mãe dele. "Aquela história foi maravilhosa para nós, jornalistas", disse, aos risos. A colega da NBC explicou, então, porque a história não ganhou repercussão por parte da empresa de mídia: "Não queremos promover alguém assim".

Além dos casos contados, os jornalistas do painel, em unanimidade, concordaram que a internet é uma boa criação, no entanto, se tornou um lugar perigoso, obscuro. De acordo com Ben, 90% dos empregados de empresas como Facebook e Google são pessoas boas e que querem fazer o bem: "O problema é a alta cúpula, os executivos, os 10%".

O SXSW é um conjunto de festivais de cinema, música e tecnologia, que acontece anualmente desde 1987. A cobertura internacional de Coletiva.net é proporcionada pelo apoio das marcas Banrisul e Dinamize.

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