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Quero saber se a Marta gozou!

Por Gabriel Costa Tá certo que a Marta Suplicy não tem nenhum envolvimento direto com o trágico acidente da TAM que chocou o país …

Por Gabriel Costa

Tá certo que a Marta Suplicy não tem nenhum envolvimento direto com o trágico acidente da TAM que chocou o país no dia 17 de julho, e com certeza ela, como qualquer cidadão que se considere um digno ser humano, não pode ter manifestado nenhum tipo de sentimento favorável a tal tragédia. Mas é impossível não lembrarmos da situação patética de o Brasil se encontra com relação à crise aérea.

Até quando vamos tolerar isto tudo? Quantos mais precisarão morrer para que alguma posição mais efetiva e certeira seja tomada?

Diante disto tudo, me sinto um ridículo brasileiro. Não somente porque somos cercados de corrupções, egoísmos centralizados no poder, desvios absurdos de dinheiro público, criminalidade ascendente e outras tantas barbáries que posso citar. Digo isto porque mesmo assim, ainda amo este país. E este sentimento me deixa, por ora, envergonhado.

Em países de primeiro mundo, onde a cultura econômica e social é muito diferente da nossa, as empresas aéreas boicotam os aeroportos que não estão em condições seguras de uso. Aqui, vemos as empresas indo à Justiça pedir para que o aeroporto de Congonhas libere a pista antes que passe a temporada de férias. Enquanto vivermos em uma cultura que preza pelo dinheiro, acima da qualidade de vida das pessoas, ficará difícil arrumar este Brasil.

Na condição de administrador, existe uma outra questão que me passa pela cabeça. Sempre que acontece um acidente aéreo nesta proporção eu fico pensando no tamanho do prejuízo financeiro que a TAM (neste caso) teve. Existe o próprio custo do avião, as indenizações, os custos adicionais de ajuda às famílias, além de todo o prejuízo institucional para a marca. Mas após analisar melhor este cenário, só me cabe uma conclusão: o lucro geral compensa estas situações. Chego a esta particular conclusão pois, se fosse tão prejudicial ao balanço destas empresas, elas mesmas fariam alguma coisa para mudar este cenário. Mas, pior do que isto, elas não fazem nada… E seguem a correr na eterna busca por mais clientes. Uma quebra, outra some, outra é comprada… E nestas andanças todas, nós – meros ridículos brasileiros – , seguimos tendo que tolerar a tamanha insegurança que o céu brasileiro nos apresenta.

O que eu tenho a dizer para amigos e familiares que sabem que por necessidade do meu trabalho eu preciso em alguns momentos estar gozando deste privilegiado veículo de transporte?

Só espero que os poucos momentos de gozo que ainda obtenho dentro da minha casa não me sejam roubados!

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