
Alguns escritores nos deixaram comoventes relatos de como ver um livro publicado pode compensar amplamente a dureza e as penas da criação literária. Um deles comparou a gestação de um livro a uma penosa escalada de uma alta montanha – seguida da alegria de contemplar o horizonte. Para Marcel Proust, que dedicou parte da vida em sua busca do tempo perdido, escrever era multiplicar alegrias e diminuir tristezas.
Mais tarde, um moderno aventureiro das palavras e herói de si mesmo confessaria:
” – Matar leões e escrever livros me fazem sentir vivo”.
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O mestre em semiologia, Umberto Eco, em histórica palestra na universidade de Bolonha, afirmou que um livro somente começa a existir quando alguém o lê.
Talvez a verdade sub-reptícia de Eco seja que o leitor é tão (ou mais) importante do que o escritor. Um dos conceitos mais interessantes sobre o processo criativo literário é aquele que afirma que um livro deve ser lido como se tivesse sido escrito por quem o está lendo. Ou ainda, que o escritor deve contar sua estória como se fosse a de seu leitor.
Com o advento e supremacia da comunicação digital, o escritor de hoje se tornou capaz de sentir a resposta dos leitores do que escreveu quase que imediatamente à sua publicação. Elogiosa ou negativa, a reação atua como feedback (ou retroalimentação), embora não seja mais possível modificar o que está impresso e publicado em papel, mas podemos usar a comunicação digital.
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Quando escrevi “Entre Dois Verões”, algum tempo atrás, recebi o previsível retorno dos leitores conhecidos e de pessoas de meu entorno. Foi preciso exercer uma pouco confiável autocrítica para sinalizar caminhos futuros. Agora, com a recente publicação de “Um Rio Portas Adentro”, está acontecendo algo extremamente gratificante – mensagens de pessoas desconhecidas, próximas ou distantes, leitores veteranos ou iniciantes, jovens estudantes, aposentados, um tanto de tudo. E do melhor.
Muitos se mostrando em selfies, sorrindo com meu livro nas mãos. E vou lendo palavras afetuosas que trazem à lembrança o Nobel em Literatura Orhan Pamuk:
“Me sinto realizado quando um leitor diz que meu livro o fez voltar à infância e mocidade”.
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“(…) terminei a leitura e comecei a ler de novo…me voltam reminiscências quase esquecidas que quero saborear de novo”. M.A.M.
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“(…) …me emocionei ao deparar com a foto das primeiras páginas. Muito obrigado por isso”. V.T.
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“Parabéns pela edição caprichada. Já está na mesa de cabeceira para ler hoje à noite…(…)”. M.L.
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“Teu livro aproxima almas e corações. Que bom, não poderia ser diferente”. N.B.
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“Caro Moraes (…) Lendo teu livro, senti de perto a presença de meu pai e dos meus tios. Obrigada”. M. do C.
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“Muito obrigada por compartilhar conosco esse Rio de memórias que abraçaram nosso coração (…). S., A. e L.
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“Caro amigo. Missão de escritor cumprida com distinção. Vamos adiante …(…)”. M.A.B.
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“Prezado escritor. Que experiências incríveis! Vida longa e muito sucesso”. J.C.P.
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E mais uma, de um jovem leitor de 17 anos:
” – Gostei muito das estórias que contas tão bem. Como posso aprender a escrever assim?
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