Está cada vez mais claro que precisaremos lidar com a Covid-19 e suas variantes ainda por um bom tempo. Mas de um jeito diferente, claro. Fevereiro chegou, e como a música de Chico Buarque “estou me guardando pra quando o carnaval chegar”. Porém, este ano mais uma vez, não teremos a festa que tantos brasileiros amam e aproveitam. Mas confesso que depois destes dois anos de vida reclusa e preservada me acostumei a viver de uma forma diferente do que nunca pensei um dia que iria curtir. Hoje mesmo pela manhã ainda pensei sobre isso.
A saúde mental precisa ser preservada, senão a gente enlouquece. Quanto menos notícias, mas não ficando totalmente desinformados, vivermos conseguiremos levar adiante esse ano de 2002. As tragédias se repetem, as atrocidades e barbáries seguem diariamente, o presidente e seus astecas seguem (des)governando nosso país, mas acho que de tanta porrada que levamos já estamos anestesiados. Até o BBB que sempre foi um termômetro é reflexo da sociedade, está morno e sonso. Vocês estão assistindo? E ainda temos a suspeita deles também estarem com o Covid-19.
O que será de nós depois do tal pico daqui a duas semanas? Os anti-vacinas sobreviverão dentro das UTI´s dos hospitais? Se as vacinas são de graça, porque tem gente que está pagando por atestados falsos? As pessoas irão se aglomerar no feriado de carnaval? Como diz Chico Buarque na música:
Quem me vê sempre parado
Distante, garante que eu não sei sambar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tô só vendo, sabendo
Sentindo, escutando e não posso falar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar.
Quando ele chegar, o que será de nós?


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