A história, a vida e o tempo de Manuel Luís Osório estão narrados em 843 páginas no livro General Osório e seu tempo, escrito pelo jornalista e escritor José Antônio Severo, que teve sessão de autógrafos nesta quinta-feira, 12, na 55ª Feira do Livro de Porto Alegre. Antes disso, o personagem General Osório foi tema de um debate realizado entre o autor do livro e o escritor Alcy Cheuiche, na Sala dos Jacarandás, no Memorial do Rio Grande do Sul. No evento, Severo revelou que se considera uma das últimas pessoas de toda uma geração a receber uma herança épica, uma cultura e um espírito de guerra. Por isso, procurou contar a vida e recuperar o tempo de personagens fundamentais na história do Rio Grande do Sul.
O jornalista registrou que “meus pais e meus tios participaram intensamente da luta armada nas décadas de 1920 e 1930. Mas a partir da nossa geração, essas histórias, essa tradição da guerra deixa de existir porque não vivemos a guerra”. Foi justamente essa herança que o autor buscou passar para o livro, “esta garra, esta emoção de quem viveu um período bélico, e por isso não se trata de um livro frio”. Para entrecortar as passagens que narram a vida do General OsÓrio, Severo utilizou como recurso uma personagem real: seu bisavô: “Ele esteve presente nos locais onde cita, como narrador, mas não participou necessariamente de todas as ações”, explicou. Os demais personagens foram exaustivamente pesquisados e todos estão retratados de forma fiel no livro.
Peça fundamental na história do Rio Grande do Sul e, por muitas vezes, do Brasil, Osório, segundo Severo, era um grande militar e líder, “um homem honesto, muito galante e extremamente interessante, excelente espadachim e um bom poeta, até”. Um dos fundadores do republicanismo brasileiro, o general fez uma importante aliança com Duque de Caxias, responsável pelo acordo de paz que deu fim à Revolução Farroupilha.


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