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As (nem tão) novas ondas do rádio

Por Iraguassu Farias, para Coletiva.net

Pois não é que a Coletiva.rádio entrou mesmo no ar? No meu caso particular, criado dentro de estúdios na infância, a alegria foi muito grande. Especialmente por começarmos ultrapassando etapas, ou seja, com  uma audiência que já está, hoje, no portal Coletiva.net.

Neste período pré-operacional, foi preciso entender melhor as mudanças, especialmente o mundo digital. Afinal, como consumidor antigo, hábitos pouco mudados ao longo dos anos, ainda tinha muito presente o conceito de AM/FM.

E ontem, passadas seis horas da entrada em operação da “rádio da Coletiva”, recebi um mapa. Antes do mapa, uma pausa pra lembrar de ondas curtas, quando se podia captar sinal de emissoras estrangeiras de muito, muito longe.

Volta pro mapa. Ele dizia que, naquelas seis horas de operação, o acesso estava, logicamente, muito forte em Porto Alegre. Mas, sentei na cama, acendi a luz e vi os pontos do mapa mundi indicando a origem dos acessos. E, neste momento, a web mostra a sua face de derrubada de barreiras, e as (nem tão) novas ondas do rádio se apresentam na sua expressão mais democrática e grandiosa (para mim, analógico de nascença). Oceania, Ásia… muitos pontinhos na Europa. Mais ainda na América do Norte. E tu te dá conta que já é do mundo. Não tem bairro, vizinhança.

O sujeito foi embora daqui, levou consigo cuia, bomba e erva pro chimarrão, a camisa do Inter ou do Grêmio, talvez uma cachaça de Santo Antônio, mas certamente o endereço do Coletiva.net e agora da Coletiva.rádio. Digam-me: não é uma maravilha??

Mas não me contento e faço o que há muito não fazia: corro para o seu Google Analytics para ver de onde, no dia de ontem, vieram os acessos ao portal. Acho interessante fazer este exercício, o de saber quem são os visitantes da tua casa.

E aquelas surpresas vistas antes no acesso à rádio, começam a se confirmar. Primeiro, bases diferentes. Segundo, confirmação de dados. E aí a gente vê este admirável mundo novo.

Por exemplo: a intrigante cidade de Ashburn, nos EUA… Ela  gera tantas visitas quanto Pelotas e São Leopoldo (asseguro que não foram duas apenas). E olhem só: de Dublin, na Irlanda, vieram tantas visitas quanto de Cachoeirinha. De Forest City (de onde será?), vieram tantas quanto de Guaíba. Pineville pegou parelho com Tramandaí, e Altoona perdeu por pouco para Canela, mas empatou com Fort Worth. Lisboa e Porto empataram entre si, e rivalizaram com Garibaldi. Vou parar antes que tenha de procurar Des Moines no mapa, já que igualou a Estância Velha. Ah… ia me esquecendo: Los Angeles gerou demandas na mesma quantidade de Maputo, capital de Moçambique, o que mostra a pluralidade do Coletiva.net, em ser visitado por uma meca capitalista como também por um dos últimos redutos comunistas, e em plena África.

É…as ondas do rádio, outrora OC, AM, FM, hoje podem ser apenas uma “nuvem” acalentando nossos ouvidos. Enjoy! Pelo menos não faltará a boa música.

Iraguassu Farias é diretor comercial de Coletiva.net.

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