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Especial: EXPO DUBAI (parte 2)

Por Luciano Costa, para Coletiva.net, diretamente dos Emirados Árabes

O segundo dia por aqui, começou em DUBAI, no sábado, mas o destino, foi ABU DHABI. Uma excelente rodovia com seis amplas pistas faz o trajeto de 1h30min passar muito rápido, com direito a uma parada para verificação do PCR de cada integrante da missão vip AAA, aquele mesmo exame, feito gratuitamente no aeroporto, na chegada a cidade.

Nossa primeira parada foi MASDA CITY, a cidade do futuro, ao lado do aeroporto de Abu Dhabi, que está em fase de construção, e que deverá ser uma das primeiras, no mundo, livres de CO2, ou carbon free. Este local já abriga incubadores de empresas desenvolvedoras de tecnologia.

Aliás, os sheikes árabes, conscientes da finitude do petróleo, e também do gás natural, projetam ter, até 2050, 75% de sua produção de energia proveniente do sol. Pelo projeto e aporte financeiro – que parece não ter fim – isso deve acontecer muito antes. Dubai e Abu Dhabi já têm sua energia originada através do gás natural. Outro detalhe curioso é a água, que só existe no mar do Golfo Pérsico e é utilizada para consumo, após um complexo processo de desalinização, feito numa usina gigantesca, como tudo por aqui!

Em seguida, passamos pela maior e luxuosa mesquita dos Emirados Árabes, a terceira maior do mundo. Toda construída em mármore carrara, com detalhes em madre pérola, cristais swarovski e lustres que hipnotizam os visitantes pela beleza.

A gigantesca e suntuosa mesquita Sheik Zayed, em Abu Dhabi, começou a ser construída em 1997, sendo finalizada 10 anos depois. Custo da obra: 40 bilhões de dólares.

Logo após, visitamos um complexo de entretenimento, em uma das ilhas que se conectam a Abu Dhabi: o parque da Ferrari. Uma ótima opção de diversão para todas as idades, e em especial, para os amantes da escuderia. E, como tudo por aqui… a estrutura é gigantesca.

O terceiro dia começou com uma visita ao prédio mais alto do mundo: o BURJ KHALIFA. Fazendo jus ao termo “arranha-céu”, o edifício é o maior já construído em todo mundo. Ele tem incríveis 828 metros de altura e 160 andares. De seus mirantes para acesso ao público, nos andares 124 e 125, é possível ter uma visão 360 graus de Dubai, podendo ver a dimensão do que foi construído nos últimos 30 anos e as construções em andamento – tudo isso, no meio do deserto, só para lembrar. No subsolo, o não menos impressionante DUBAI SHOPPING MALL, com suas 1.500 lojas e um aquário gigante, cheio de tubarões.

Depois, fomos até o maior porta-retratos do mundo: o DUBAI FRAME. A genial ideia faz com que o visitante veja – a 150 metros de altura – a cidade antiga, à sua esquerda, e a parte nova, à direita. Um passeio pelas antigas casas nos faz viajar no tempo e perceber como viviam os primeiros habitantes do local. Nesta mesma parte da cidade, fica o mercado do ouro, onde é possível comprar jóias preciosas de todos os tipos, iguarias, roupas e souvenirs… Claro, com muita negociação e pechincha para reduzir o preço do que se quer levar, bem ao estilo árabe.

O quarto dia nos foi totalmente dedicado a EXPO DUBAI. Visitamos o stand da Lituânia, que apresenta uma impressora 3D de comida: é só escolher os sabores disponíveis, clicar num botão e aguardar a “impressão” comestível. O pavilhão da Bélgica sugere que o visitante registre sua visão de futuro para 2050, com o objetivo de – coletivamente – criar novos projetos de inovação para o país. O espaço da Rússia – um dos melhores – oferece um diagnóstico geral da saúde, a partir de um “sopro”. O resultado chegará por e-mail.

Isso, somente na entrada, porque a melhor experiência vem a seguir, em realidade aumentada, com um “avatar” explicando tudo, passo a passo. A propósito, a Rússia, está focada em energia nuclear para o futuro. No espaço da Estônia, um pequeno país que faz divisa com a Rússia, separada da Finlândia pelo Mar Báltico, apresenta o robô (barman) que faz drinks. Ele fica atrás de um balcão, você faz o pedido, paga, e de forma precisa “a máquina” entrega o drink ao cliente. Para finalizar, o que mais chamou atenção no grande pavilhão da França, foi o álcool gel, com uma leve fragrância de perfume… francês.

Chegamos no pavilhão do Brasil. Resumido à história indígena, Amazônia, algumas redes para descansar sobre um lago artificial, uma cantora fazendo voz e violão, uma banca vendendo sandália de borracha e uma moça distribuindo “balões” em frente ao estúdio… Infelizmente, pelo visto, erraram no briefing… Uma grande decepção… Perdemos uma ótima oportunidade de mostrar o que temos em desenvolvimento nas mais diversas áreas, e não somente focar em “natureza”. Podemos mais do que “distribuir balões” verde e amarelo para o público…

Pelo menos, deu pra comer um pão de queijo.

Luciano Costa é sócio da ExponencialRS e gerente de Programação da Coletiva.rádio.

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