E esses dias, aqui nos Emirados Árabes Unidos, voaram. Foram tantas viagens pelo deserto (conhecemos três Emirados), tantas descobertas, aprendizados, experiências, conexões… Dias para transformar a mente e gerar novas ações daqui para frente.
O que testemunhei não foi apenas a quebra de alguns pré-conceitos relacionados a esta região e seus habitantes. Percebi um modelo acelerado de transformação, visando criar soluções básicas para atender às demandas da população e gerar riqueza para o país. Por aqui, só há água do mar, um árido deserto e muito sol, o suficiente para este local se transformar na referência do Oriente Médio.
O Golfo Pérsico, famoso pelos seus recorrentes conflitos do lado oriental, mostrou uma beleza natural, contrastada com a “mão humana” em suas belas ilhas artificiais (a famosa palmeira e a Marina Dubai, com sua roda gigante, a maior do mundo).
A sutileza dos detalhes encanta o mais atento visitante. Imaginem um processo de irrigação de canteiros de plantas!
Confesso que vi jardins mais floridos e verdes aqui, do que em muitos locais onde a água é abundante. Somente 20% da população é nativa, e leva mais vantagens do governo. Por outro lado, há uma notória valorização dos estrangeiros que querem trabalhar. A propósito, estrangeiro que não tem trabalho, é convidado a voltar ao seu país de origem. Mas há muito trabalho. As maiores multinacionais têm escritórios em Dubai, ou querem ter. Não há sujeira, não há pobreza. Imaginem que há pouco mais de 30 anos só havia areia!
A EXPO DUBAI foi construída em cinco anos. Dubai já é um polo econômico de importação e exportação de produtos, privilegiado pela sua localização geográfica.
Também já chama atenção pelo Turismo, responsável por uma grande parcela de seu recente desenvolvimento.
E o petróleo? Não é mais prioritário, porque eles sabem que as demandas e prioridades serão outras em breve. Já há “cidades do futuro” por aqui, mesmo inacabadas. O centro de inovação do governo, além de garantir energia e água doce (desalinizada), promove incentivos às universidades, para que criem residências totalmente auto-sustentáveis.
Um povo que valoriza sua história e sua trajetória para chegar até aqui, mas com o olhar no futuro, graças à coragem de um sheik que, contrariando seus pares e conselheiros, apostou na ousadia, no planejamento e na execução de uma estratégia de “abertura” de mercado para investimentos e turismo, “tolerando” as diferenças da cultura ocidental. Resultado: uma total harmonia onde todos ganham.
Quantas lembranças e memórias, quantos países “visitados”, ações sendo geradas, quanta convergência para o futuro! Impossível não pensar no nosso País, em tudo o que temos, tantas riquezas abundantes. Será que verei meu País sem corrupção, sem privilégios para uma minoria, com incentivo à pesquisa, retendo seus talentos?
Vendo o nosso pavilhão na EXPO, acredito já ter a resposta.
Mas… Seguimos, de olho lá na frente!
Luciano Costa é sócia da ExponencialRS e gerente de Programação da Coletiva.rádio.


*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial