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Como fazer campanha política na ‘sociedade do espetáculo’

Por Alessandra Fedeski, para Coletiva.net

O primeiro passo é estar sempre atento, nunca desligar. A conexão permanente, realidade ainda distante na data em que Guy Debord cunhou seu famoso conceito, hoje está envolta no consumo de informação e entretenimento. Debord, em sua obra clássica de 1967, fez uma análise crítica de uma sociedade também envolta no consumo, mas um consumo mais diretamente ligado a bens materiais. Aquela sociedade vivia uma realidade de aparência. Essa também.

Nesse contexto de realidade ficcional, as campanhas precisarão dar conta de oferecer respostas rapidamente, em um looping contínuo de ataque e contra-ataque. A nova tela do espetáculo hoje é móvel, interligada e em tempo real.

O acúmulo, antes restrito ao capital, agora incluiu reputação e fama, itens esses que são caros aos políticos. Situações antes de foro quase que exclusivamente cível ou mesmo e principalmente as criminais, adquirem enormes proporções.

Fazer campanha política nesta sociedade do espetáculo digital é se deparar com uma disputa ferrenha pela atenção, que além de ser conquistada, deve ser mantida, para, quiçá, arrecadar-se um voto no dia 2 de outubro. Criatividade e ampla conexão com o visual são fundamentais para as campanhas nas redes sociais. Mas que não se restrinja a elas!

Alessandra Fedeski é jornalista.

 

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