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On e off: O ideal entre os dois mundos

Por Ana Paula Bachiega, para Coletiva.net

Por que um carro de som com anúncios de ofertas ainda funciona? Pode até não ser mais tão comum, mas não é algo que ficou totalmente no passado. Há muitos recantos no Brasil afora em que a prática é usual e efetiva para o Marketing, somada a tantas outras que não têm a internet como o veículo principal. 

Pode até soar como um contrassenso, já que, segundo o IBGE o acesso à web é uma realidade para 90% dos brasileiros. Isso quer dizer que 192 milhões de pessoas, hoje, têm algum tipo de acesso à Internet no País.

Apesar do celular hoje ser o dispositivo mais comum nas casas das pessoas, ainda somos rodeados de informação de mídia off: rádio, TV, jornal e revista. As notícias do rádio ainda são companhia no carro na ida ao trabalho, o outdoor ainda distrai o passageiro e a própria televisão tem um consumo massivo – está presente em 95,5% das casas dos brasileiros, atrás apenas dos smartphones, de acordo com o IBGE. 

Claro que o crescimento do número de pessoas conectadas e a mensuração de resultados fizeram o mercado da Propaganda direcionar a bússola para estratégias on-line há alguns anos. Mas quando se trata de Marketing, o mais importante é um plano personalizado e adequado para cada marca, contando com todas suas especificidades.

Para um supermercado, por exemplo, o tabloide ainda é peça fundamental e pode ser atrelada a uma campanha digital. Por outro lado, as famílias do agronegócio são tão diversas que nem todas estão disponíveis a uma atualização digital e o relacionamento corpo a corpo pode ser mais relevante. Um adesivo ou um boné para um cliente que está em sua fazenda de soja no Cerrado de Tocantins é uma presença mais efetiva do que um post patrocinado, por exemplo. Neste sentido, profissionais do Marketing precisam saber orientar uma marca sobre como ela deve usar ou não um canal, on-line ou não. E como agência de Comunicação, temos que estar abertos a todas essas interações e particularidades. Temos que saber falar de pessoas e com as pessoas, de inúmeras formas.

A verdade é que como tudo na vida, é preciso ter equilíbrio entre os “dois mundos”. Um não invalida o outro, muito pelo contrário, são estratégias complementares. Enquanto formos de pele o osso, teremos os sentidos para serem permeados com ações de comunicação bem direcionadas, criativas e que conversem com cada tipo de público.

Ana Paula Bachiega é diretora de Novos Negócios e sócia da Agência Incomum

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