Se o jornalismo se envergonha da publicidade – que trate de sobreviver sem ela. Não me parece nada ético cuspir no prato em que se come, acusa o jornalista Joelmir Beting, em depoimento que distribuiu para expor sua posição sobre o anúncio que fez para o Bradesco e que lhe custou a publicação de sua coluna diária nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo. “Transparência, eis a questão. Anunciar fundo mútuo, carro zero ou creme dental não faz mal à população”, diz Joelmir na nota. E acusa: “O que, no jornalismo, coloca o povo brasileiro em perigo (e a ética da profissão na sarjeta) é o antigo e até festejado merchandising jornalístico de caráter político, partidário, ideológico, cultural, religioso, militante. Isso não é informação. É manipulação. Ou desinformação. De tal gravidade que não está sequer em discussão no jornalismo, o agente; e, muito menos, na sociedade, o paciente”.

