O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira, 3, que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro apresentou crescimento de 1,2%, no segundo trimestre desse ano, na comparação com o trimestre anterior, sendo que a agropecuária registrou o maior aumento (2,1%), seguida pela indústria (1,9%) e pelos serviços (1,2%). Quando comparado ao 2º trimestre de 2009, o PIB cresceu 8,8% e, dentre as atividades econômicas, destacou-se a indústria (13,8%), seguida pela agropecuária (11,4%) e pelos serviços (5,6%).
Em relação aos números do comércio, o economista da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS (Fecomércio-RS), Pedro Ramos avalia que o setor de serviços manteve sua taxa de crescimento, e que os resultados abaixo da indústria e agropecuária se devem à queda acentuada desses setores durante a crise econômica mundial. “Os serviços foram menos impactados durante esse período de arrefecimento econômico, por isso agora a taxa de crescimento é menor, já que sua base de comparação é feita com relação a um período que se manteve positivo em 2008 e 2009”, analisa.
De acordo com Ramos, o resultado mais evidenciado ficou por conta da taxa de investimentos da economia que, na comparação com o mesmo período de 2009, apresentou uma elevação de 26,2%. Esse indicador é influenciado pela taxa de poupança do país, que ficou em 18,1% em relação ao PIB. Para Ramos, essa taxa é positiva, porém ainda não atinge um patamar mais desejável, que ficaria próximo dos 25%.
“A explicação para essa taxa ainda não tão positiva se deve as contas do governo, que permanecem em alta, com aumento de 3,6%. Somente quando a administração pública fizer os cortes necessários nos gastos é que teremos possibilidades de mais dinheiro na poupança”, diz Ramos.



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