O boletim semanal da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), Tambor da Aldeia, traz em destaque, na seção ‘Pelo mundo’, o sequestro do jornalista Roberto Cabrini, do SBT, pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Há cerca de duas semanas, o apresentador do ‘Conexão Repórter’ e sua equipe foram mantidos reféns por três dias. Segundo Cabrini postou em seu Twitter, a informação não foi divulgada antes para não atrapalhar na produção da reportagem sobre o caso.
Ainda nesta seção, o boletim eletrônico registra outros dois ataques terroristas contra profissionais da comunicação. No Iraque, a rede Al Qaeda assumiu a autoria do atentado às instalações da TV Al Arabiya, na capital Bagdá, que matou seis pessoas e deixou mais de 20 feridas. Já na Grécia, o grupo Seita dos Revolucionários assumiu a autoria do assassinato do jornalista Sokratis Giolias, em frente à sua casa em Atenas. A reivindicação da autoria do homicídio foi feita por meio de carta enviada a um jornal local.
Em ‘Notas do Brasil, o Tambor da Aldeia abre espaço para registrar o andamento de processos contra jornalistas. O treinador Emerson Leão e os jogadores Rafael Moura e Romerito, do Goiás Esporte Clube, foram suspensos preventivamente por 30 dias por causa da confusão que culminou com a agressão ao radialista Roque Santos, no jogo contra o Vitória, em Salvador (BA). Além disso, o técnico e os demais acusados foram enquadrados em seis artigos. O Goiás também pode ser multado em até R$ 10 mil.
Ainda sobre futebol, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, perdeu outra ação de danos morais contra o jornalista Paulo Cezar de Andrade Prado, autor do Blog do Paulinho. Segundo Prado, o presidente da CBF teria se sentido ofendido pelo jornalista ter usado termos como ‘Barão de Munchausen’ e ‘Casa Bandida de Futebol’ para se referir a ele e à entidade em seus textos.
No campo da política, o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) ligou para a redação da sucursal de Brasília (DF) da revista IstoÉ e ameaçou ‘esbofetear’ o jornalista Hugo Marques em razão de uma nota publicada sobre o pedido de impugnação da candidatura do político. “Quando eu lhe encontrar, vai ser para enfiar a mão na sua cara”, bradou Collor após explicar ao repórter o motivo de sua ligação. Sobre as ameaças, Marques pontuou que os dados sobre a candidatura de Collor estão no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


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