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Celso Amorim divide experiências com alunos da UniRitter

Diplomata apresenta o livro “Teerã, Ramalá e Doha – Memórias da Política Externa Ativa e Altiva”

Celso Amorim em Aula Magna do curso de RI da UniRitter | Crédito: Gabriela Freitas\n

Celso Amorim em Aula Magna do curso de RI da UniRitter | Crédito: Gabriela Freitas

O diplomata brasileiro, ex-ministro da Defesa e ex- ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, participou na manhã desta quarta-feira, 12, da aula magna do curso de Relações Internacionais da UniRitter. O encontro marcou o lançamento do terceiro livro de Amorim, “Teerã, Ramalá e Doha – Memórias da Política Externa Ativa e Altiva”, e trouxe seus relatos, principalmente, acerca do período (2003-2010) em que acompanhou o ex-presidente Lula nas mais diversas reuniões e conferências.

Amorim relatou em seu discurso a respeitabilidade conquistada pelo Brasil ao longo de diversas participações, apoios e negociações internacionais, que resultaram dos esforços para o reposicionamento da política de relações exteriores do País enquanto estava à frente das pastas. Contou seu envolvimento, tanto no âmbito da política, ao mediar o contato entre países em conflito no Oriente Médio, como na economia, ao dar início a debates e trocas com a região para a criação da Cúpula América do Sul–Países Árabes (Aspa).

O diplomata relembrou que, ao citar em conferência o desejo de investir na relação econômica com os países árabes e América do Sul, uma jornalista egípcia o indagou sobre a razão destes esforços, no que ele respondeu sobre a importância da troca cultural entre as regiões, a possibilidade de acordos econômicos e o contato direto, sem a mediação de terceiros. Amorim comentou que, “um ano e meio depois em Marrakesh, na reunião ministerial que antecedeu a cúpula, que aconteceu em Brasília, esta mesma jornalista estava presente e perguntou por que não havia sido feito antes uma cúpula entre os países árabes e os países do sul da América”, reforçando a importância da iniciativa.

Questionado sobre sua avaliação quanto à relação da cobertura midiática brasileira sobre a política externa, arrancou risos da plateia ao afirmar: “Não avalio não, deixo eles me avaliarem, pois o resultado é sempre negativo”.

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