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Livro resgata a tradição da figura do vaqueiro nos Rios Grandes

Fotógrafo Pablo Pinheiro percorreu os dois estados, ao Norte e ao Sul, registrando o cotidiano desses profissionais

Vaqueiro no Rio Grande do Norte | Crédito: Pablo Pinheiro\n

O fotógrafo Pablo Pinheiro lança em Porto Alegre o fotolivro “Uma Tradição nos Rio Grandes – a imagem do Vaqueiro Contemporâneo em transição”, resultado de uma investigação fotográfica sobre a presença do vaqueiro no contexto rural contemporâneo. Em seu processo criativo, Pablo vivenciou o cotidiano do vaqueiro em duas regiões extremas: no Rio Grande do Norte e no Rio Grande do Sul. A experiência resultou em imagens e depoimentos em vídeo, narrativas visuais que agora compõem a publicação, que conta com curadoria de Rosely Nakagawa. O lançamento será em 11 de agosto, às 19h30, na Fluxo – Escola de fotografia expandida (Rua João Telles, 291 – Bom Fim).

A figura do vaqueiro remonta aos primeiros anos de colonização. Quando teve início a expansão pecuária no Brasil, o fazendeiro precisou conduzir o gado na sua pastagem e contratou o primeiro homem para a lida. Pablo começou a fazer imagens de vaqueiros em 2010, quando conheceu a Pega do Boi no Mato, festa tradicional em Acari (RN). Anos depois, avançou para a Paraíba e, recentemente, expandiu o seu olhar aos vaqueiros do Sul, os gaúchos, quando ganhou o XIV Prêmio Marc Ferrez, em 2014.

O livro apresenta um trabalho documental para compreender como a era da informação e da tecnologia vem afetando o modo de vida pastoril da tradicional lida com o gado. “As pessoas ainda imaginam o vaqueiro em sua representação arcaica. A estrutura visual do ambiente rural se mantém, seja no sertão ou nos pampas, mas este homem e suas tradições estão em um período de transição. O acesso à informação é contínuo e se expande para além do meio rural e os desejos se transformam junto. Isso interfere na indumentária, no estilo de vida”, comenta o fotógrafo.

Apesar da função do vaqueiro ser centenária, a atividade só foi reconhecida como profissão – com acesso aos benefícios e seguros sociais – em 2013. “A legislação trabalhista promoveu uma nova postura, garantindo voz e visibilidade ao vaqueiro nas suas relações de trabalho”, reforça Pablo.

Conheça mais sobre o autor.

Pablo Pinheiro, 38 anos, expôs o primeiro trabalho sobre os vaqueiros em 2011 – Fragmentos de uma tradição – quando realizou o trabalho no Coletivo Byreçá. Na ocasião recebeu o Prêmio Troféu Cultura como melhor exposição. Em 2012 foi contemplado pelo Programa de Cultura do BNB, com o projeto que levou esta exposição e oficinas de fotografia para a Paraíba e o Rio Grande do Norte. Com o prêmio Marc Ferrez, o fotógrafo dá continuidade ao projeto Uma tradição nos Rios Grandes: A imagem do vaqueiro  contemporâneo em transição.

Vaqueiro no Rio Grande do Norte | Crédito: Pablo Pinheiro

Vaqueiro no Rio Grande do Norte | Crédito: Pablo Pinheiro

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