Uma série de manifestações se espalharam pela França e por países como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra nesta quarta-feira, 7, contra o atentado ao periódico satírico Charlie Hebdo, na França, que deixou 12 mortos e, pelo menos, quatro pessoas em estado grave. A Reuters informa cerca de 50 movimentos pelo país e calcula que, em Paris, um ato tenha mobilizado cerca de 15 mil pessoas. Entidades da área de comunicação como a Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Associação Mundial de Jornais (WAN-IFRA) e o Fórum Mundial de Editores também condenaram o ataque à publicação. “Nós condenamos da forma mais forte possível esta absurda atrocidade e nos colocamos ao lado do Charlie Hebdo e de toda a comunidade jornalística na França na busca de justiça para as vítimas”, afirmou o CEO da WAN-IFRA, Vincent Peyrègne.
Nesta quarta-feira, 7, dois homens entraram armados na sede da revista em Paris e abriram fogo. Na fuga, trocaram tiros com a polícia e conseguiram escapar. O presidente da França, Francois Hollande, confirmou que, entre os mortos, há jornalistas e policiais e reconheceu oficialmente a tragédia como um atentado terrorista. O policiamento foi intensificado junto a sedes de veículos de imprensa e pontos turísticos. Na sede do jornal El País, a entrega de um pacote causou suspeita e provocou a evacuação do prédio.
Em nota, a ANJ referiu-se ao ocorrido como um “ato terrorista, injustificável como toda ação do gênero, que além de tirar a vida de colaboradores de um veículo que se caracteriza por abordar a realidade pela via do humor, claramente pretende intimidar a imprensa que não se submete a uma visão de mundo totalitária”. A associação expressou solidariedade a Charlie Hebdo e à imprensa francesa e alertou a sociedade brasileira para a importância da liberdade de expressão como instituição essencial à democracia.


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