Após um período de planejamento iniciado no começo do ano, está em andamento um conjunto de obras de manutenção e propostas de reformas do Palácio Farroupilha, sede do Parlamento gaúcho. Conforme o presidente Alexandre Postal (PMDB), é necessário adequar o prédio às necessidades dos servidores e das cerca de 2 mil pessoas que circulam diariamente ali. “É um prédio que foi inaugurado em 1967, com projeto arquitetônico de 1958”, ressaltou Postal. “Já se passaram muitos anos, as tecnologias evoluíram, e o prédio precisa ser atualizado para melhorar funcionalmente e em termos de sustentabilidade”, afirmou.
Segundo Postal, equipamentos e métodos que eram usuais nas décadas de 70 e 80 estão desatualizados ou obsoletos. “Hoje, uma torneira que se fecha automaticamente, por exemplo, é padrão em qualquer prédio público”, diz ele. E existem demandas como escadas de incêndio e elevadores que não podem ser ignoradas. “São necessidades que estamos detectando, e projetando soluções para adequar a Casa aos novos tempos”, explicou o deputao. “São reparos essenciais para a manutenção deste Palácio Farroupilha, que é um símbolo da democracia no Rio Grande do Sul.”
Um dos espaços cuja manutenção já iniciou é o Vestíbulo Nobre, que dá acesso ao Plenário 20 de Setembro e ao Teatro Dante Barone. Na última semana de maio foram iniciadas as obras para troca do forro. Conforme o diretor da Divisão de Projetos da Assembleia, Marco Antonio Kichler, será utilizado um material mais resistente e instalada uma estrutura de aço para facilitar a manutenção. O Vestíbulo Nobre é o acesso de autoridades e convidados especiais ao Parlamento, com passagem direta à sala da Presidência. Também é o acesso do público aos espetáculos e eventos que são sediados no Teatro Dante Barone. O orçamento prevê recursos de R$ 7 milhões para investimentos, de onde saem as verbas para obras.
O Palácio Farroupilha teve suas obras iniciadas em 1961 e foi oficialmente inaugurado em 1967, quando as atividades legislativas foram transferidas do Casarão da Duque, que hoje abriga o Memorial do Legislativo. O prédio foi considerado inteiramente concluído em 1970, quando foi inaugurado o Teatro Dante Barone. O projeto foi resultado de concurso público realizado em 1958, vencido pelo arquiteto paulista Gregório Zolko.

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