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“Minhas falas são de exageros e metáforas”, declarou Peninha sobre polêmica com evangélicos

Jornalista estaria sendo investigado pela Polícia Civil por possíveis declarações ofensivas

Desde o início desta semana, portais de notícias vêm divulgando uma possível investigação da Polícia Civil em relação ao comunicador e jornalista Eduardo Bueno, o Peninha. A apuração está relacionada a opiniões contundentes manifestadas pelo escritor em seus canais oficiais, principalmente em vídeos do canal ‘Buenas Ideias’, no YouTube, nos quais ele fez críticas aos movimentos evangélicos em tom irônico e considerado ofensivo. Em uma das gravações, ele afirmou que, em sua visão, “os evangélicos não deveriam ter o direito de voto”.

“Minhas gravações no YouTube estão repletas de excessos, exageros e metáforas”, declarou ele, em entrevista ao portal Coletiva.net. Ainda à reportagem, Peninha afirmou que está viajando, que não recebeu nenhuma intimação e que sequer foi procurado para prestar esclarecimentos sobre as supostas ofensas. 

“Foi uma maneira de dizer e, acima de tudo, de lamentar, em modo opinativo, que o voto de parte deles seja retrógrado e contrário a pautas arejadas que poderiam melhorar o Brasil. Eles também elegeram figuras que considero amadoras, como os políticos Magno Malta, Nikolas Ferreira, Sóstenes Cavalcante e tantos outros”, afirmou, ressaltando que se trata apenas de sua opinião.

Sobre um possível processo, o comunicador declarou que, caso haja representação contra ele, ou seja, instaurado um inquérito, isso poderá ser uma boa oportunidade de debate. “Será o momento de dizer o que todo sociólogo, historiador e analista político respeitável já sabe: que o voto evangélico, no Brasil, nos Estados Unidos e em outros lugares do mundo, incentiva o sono da razão. E, como já foi dito, o sono da razão gera monstros…”, provocou.

Repercussão

No início da semana, o jornal Correio do Povo publicou que a Polícia Civil já teria instaurado um inquérito para investigar Eduardo Bueno por suposta intolerância religiosa. As declarações do historiador e escritor foram feitas em um vídeo publicado no dia 28 de janeiro em seu canal no YouTube.

Na mesma linha, o portal Revista Oeste repercutiu o caso, assim como outros veículos de Comunicação. O Porto Alegre 24 Horas, por exemplo, trouxe a manchete: “Polícia Civil inicia investigação contra Peninha”.

Além disso, vereadores de Novo Hamburgo manifestaram repúdio à fala do escritor sobre o direito de evangélicos ao voto. Entre eles, o vereador Joelson de Araújo (Republicanos) elaborou uma moção de repúdio. No texto, o parlamentar afirma que o conteúdo extrapola os limites da liberdade de expressão e configura “ameaça direta” a direitos constitucionais.

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