Notícias

Para Gustavo Victorino, notícia-crime sobre fala envolvendo Maria da Penha é “mero oportunismo político”

Ao Coletiva.net, jornalista e deputado estadual comentou sobre a manifestação protocolada pelo instituto E Se Fosse Você?

Gustavo Victorino afirmou possuir 17 projetos protocolados em defesa da mulher. - Crédito: Fernando Gomes/ALRS

Uma notícia-crime protocolada pelo instituto E Se Fosse Você? nesta semana no Ministério Público (MP) coloca sob análise as declarações do jornalista e deputado estadual Gustavo Victorino (Republicanos) sobre a trajetória de Maria da Penha Maia Fernandes, que dá nome à Lei nº 11.340/2006. Contudo, em conversa com a reportagem de Coletiva.net, o comunicador pontuou que a manifestação se trata de um “mero oportunismo político”, que associou diretamente à Manuela d’Ávila, presidente da ONG.

A controvérsia teve origem em entrevista concedida pelo parlamentar à TV Assembleia na última quinta-feira, 19. Na ocasião, ele afirmou que Maria da Penha não teria sofrido violência física do então marido e classificou como “farsa” a associação do nome à lei federal que leva sua história como referência.

Posteriormente, o jornalista publicou vídeo nas redes sociais dizendo ter sido induzido por informações falsas. “Já me retratei imediatamente após o engano, fiz isso várias outras vezes, inclusive na tribuna”, ressaltou. Victorino, que também é advogado, contou que já realizou dezenas de trabalhos pró bono para mulheres em situação de violência doméstica e destacou possuir 17 projetos protocolados em defesa da mulher, além de leis já aprovadas. “Se alguém quiser debater o tema e discutir ações, que venha debater comigo”, declarou.

Notícia-crime

Na peça encaminhada ao MP, o instituto argumenta que as declarações não guardariam relação direta com atividade legislativa formal e teriam sido feitas em ambiente midiático, fora do plenário. Com base em entendimentos do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade ainda sustenta que, nessas circunstâncias, a imunidade parlamentar pode não se aplicar automaticamente.

Entre as providências solicitadas pelo E Se Fosse Você? estão a abertura de procedimento investigatório, a análise de possíveis enquadramentos nos crimes de calúnia, difamação e injúria, além do envio de ofício à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) para obtenção da íntegra da entrevista. A entidade também pede que o caso seja encaminhado ao núcleo especializado de enfrentamento à violência contra a mulher do MP.

Declarações na TV Assembleia que motivaram a notícia-crime

Retratação do jornalista e deputado nas redes sociais

Compartilhar:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Relacionados

CADASTRE-SE
Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Aviso: se você optou por parar de receber nossos e-mails e deseja voltar à nossa lista, ou está com dificuldades para se cadastrar, entre em contato com a Redação pelo formulário Fale Conosco e informe seu nome e o e-mail que deseja incluir.